desapego
Está aqui uma canção que acabei de fazer. A idéia é trazer de volta a importância das coisas simples, é o exercício do desapego.
Estender a esteira,
Sacudir a poeira,
Desatar as sandálias dos pés,
Entregar a moeda da mão
E o tesouro do seu coração.
Ir além da porteira
E cruzar a fronteira,
Não voltar mais os olhos pra trás,
Ignorar as estátuas e os sais
E os navios ancorados nos cais.
É preciso recusar,
É preciso esquecer,
É preciso não se apegar,
Porque tudo o que temos
Não é nada que somos,
Vida, vento, tempo, voz e chão.
Possuir as estrelas,
Dominar as alturas,
Ter a posse das constelações,
Já não creio em tais ilusões,
Quero gente, fogueira e canções,
Uma vida mais simples,
De alegrias constantes
E de amores intensos e sãos,
De desejos sinceros e bons,
Como um quadro de múltiplos tons.
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Comentários
Obrigado pela visita e pelo elogio ao meu poema. Vindo de você um elogio daquele me deixa feliz e meio sem jeito. Mas grande mesmo é este poema aqui. Que coisa linda!
Um abraço!
Gladir, este teu quase anonimato é que te faz gente grande! Pois é no chão com os pés da peregrinação humilde que enriquece a alma.
Gosto demais das sua canções, poemas da alma!
Abração meu querido!
Gladir,
estou muito feliz “passeando” pelo seu blog
Saber que essa música linda que conheci há pouco tempo
está feita desde 2005!!
Deus continue abençoando sua vida
para que vc continue abençoando as nossas!!
abração





Paii… Essa música é uma das mais lindas que você já fez até hoje. Ela é você!!! Sua autobiografia!
“Desatar as sandálias dos pés
Entregar a moeda da mão
E o tesouro do seu coração”
Te amooo muuitoo!!! Meu. Só Deus sabe o quanto!!! Quero ser esse cara simples, humilde e sincero que és.
Ah… Guarda essa música pra mim no próximo Cd, hein??? Até lá eu aprendo o vibrato… ;p~
TE AMO PAI!!!