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	<title>Gladir Cabral &#187; De Outros</title>
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	<description>Uma pessoa é uma voz. Uma voz custa a envelhecer.</description>
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			<title>Gladir Cabral</title>
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		<title>despedida de um velho pastor</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 12:57:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[Faleceu hoje em Florianópolis o Rev. Eny Luz de Moura. Como despedida e reflexão, deixo um poema escrito por outro pastor que também passou por Florianópolis: Rev. Agenor Mafra. O poema chegou às minhas mãos por meio de seu neto Henrique Mafra.
Oh! Adeus rebanho que Jesus um dia
Com bondade extrema a mim entregou
Com grande alarido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faleceu hoje em Florianópolis o Rev. Eny Luz de Moura. Como despedida e reflexão, deixo um poema escrito por outro pastor que também passou por Florianópolis: Rev. Agenor Mafra. O poema chegou às minhas mãos por meio de seu neto Henrique Mafra.</p>
<blockquote><p>Oh! Adeus rebanho que Jesus um dia</p>
<p>Com bondade extrema a mim entregou</p>
<p>Com grande alarido eu então dizia:</p>
<p>Velarei de noite, lutarei de dia</p>
<p>Pra servir-te, oh Cristo, pronto estou</p>
<p>.</p>
<p>Cheio o meu surrão, pronto o meu cajado</p>
<p>Suarento o sol, friorento o luar</p>
<p>A subir montanhas, a passar valado</p>
<p>Ia conduzindo o meu rebanho amado</p>
<p>Sob a graça eterna, sob eterno olhar</p>
<p>.</p>
<p>Tenho envelhecido com as serras brutas</p>
<p>Onde nascem murtas, onde medra a flor</p>
<p>Assentado em pedras ou dormindo em grutas</p>
<p>Sem cessar jamais as terríveis lutas</p>
<p>Pelo santo rebanho do meu Salvador</p>
<p>.</p>
<p>Hoje derreado, de pernas quebradas</p>
<p>Da tristonha tumba só distante um pé</p>
<p>Onde as minhas lutas? Onde as invernadas?</p>
<p>Nada mais me resta de ilusões passadas?</p>
<p>Oh, crepita ainda no peito a fé</p>
<p>.</p>
<p>No ostracismo agora, oh pastor bendito</p>
<p>Venho a ti em pranto, ouve o meu clamor</p>
<p>Tu onipotente, tu Deus infinito</p>
<p>Ouve a oração deste pobre aflito</p>
<p>Ao rebanho amado manda outro pastor</p>
<p style="text-align: right;">Pr. Agenor Mafra, <strong>Agenor Mafra</strong></p>
<p style="text-align: right;">(esposo de Cristina Lenz Cesar) &#8211; nascido em  18/4/1899. Converteu-se no dia 1916. Ordenado no dia 13/12/1925, aos 26  anos. Pastor em Celina, Rio Negro (PR), Florianópolis (SC), Blumenau  (SC) e Niterói (RJ). Morreu no dia 5/7/1964.</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>trabalha, poeta (Silvestre Kuhlmann)</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2008/01/07/trabalha-poeta-silvestre-kuhlmann/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Jan 2008 11:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Canções]]></category>
		<category><![CDATA[Silvestre Kuhlmann]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gladircabral.com.br/2008/01/07/trabalha-poeta-silvestre-kuhlmann/</guid>
		<description><![CDATA[Tenho ouvido ultimamente as canções do compositor, arranjador e poeta Silvestre Kuhlmann. Eis aqui uma de suas preciosidades.
Sem meias palavras,
Semeia a palavra,
Cultiva a boa semente;
Espalha por este solo da Terra
Poemas.
A pena, a peneira, a pepita,
Garimpa, lapida;
Descobre o tesouro,
Cava com a pá.
Provoca o vocabulário,
Bulindo no vocabulário;
Burla o sentido, faz o belo.
Elabora, labora.
Procura a cura no verso.
Emoção, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho ouvido ultimamente as canções do compositor, arranjador e poeta <a href="http://www.silvestre.mus.br/" target="_blank"><strong>Silvestre Kuhlmann</strong></a>. Eis aqui uma de suas preciosidades.</p>
<blockquote><p>Sem meias palavras,<br />
Semeia a palavra,<br />
Cultiva a boa semente;<br />
Espalha por este solo da Terra<br />
Poemas.</p>
<p>A pena, a peneira, a pepita,<br />
Garimpa, lapida;<br />
Descobre o tesouro,<br />
Cava com a pá.</p>
<p>Provoca o vocabulário,<br />
Bulindo no vocabulário;<br />
Burla o sentido, faz o belo.<br />
Elabora, labora.</p>
<p>Procura a cura no verso.<br />
Emoção, reação adversa;<br />
É perverso ver o mundo<br />
Sem teu olhar, poeta.</p>
<p>Se te moves, poeta,<br />
Comoves;<br />
Poeta, não te acomodes<br />
Nas cavernas da melancolia.</p></blockquote>
<p align="right">(Silvestre Kuhlmann)</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>sinfonia do perdão (Jorge Camargo)</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jan 2008 17:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Camargo]]></category>
		<category><![CDATA[Lembranças]]></category>

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		<description><![CDATA[Isso aconteceu no final de 2006. O tempo passa, mas ainda ressoa a beleza desta humana sinfonia.
Na última terça-feira (21/11), minha mãe Vanira, levantou mais cedo que de costume.
Sentou na cadeira da sala de jantar e puxou uma conversa leve e descompromissada com meu pai. Surpreso com sua presença inesperada, seu Jorge, o &#8220;preto&#8221; como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isso aconteceu no final de 2006. O tempo passa, mas ainda ressoa a beleza desta humana sinfonia.</p>
<p>Na última terça-feira (21/11), minha mãe Vanira, levantou mais cedo que de costume.</p>
<p>Sentou na cadeira da sala de jantar e puxou uma conversa leve e descompromissada com meu pai. Surpreso com sua presença inesperada, seu Jorge, o &#8220;preto&#8221; como era carinhosamente chamado por ela, esticou o bate-papo.</p>
<p>Minutos depois, ela reclamou de uma dor no peito e foi se deitar.Ele a acompanhou.</p>
<p>Ao lado da cama, a frase inesperada: &#8220;Preto, me perdoe. Me perdoe pelas palavras ásperas e pelas dores que lhe causei nesses anos juntos(quarenta e seis, pra ser mais exato).</p>
<p>&#8220;Eu é que te peço perdão!&#8221;, ele respondeu.</p>
<p>Foram as últimas palavras de minha mãe.</p>
<p>Naquele quarto apertado de uma casa pequena e simples perdida na periferia da grande cidade uma obra de rara beleza foi executada.O tema? A Sinfonia do Perdão.</p>
<p>Aqui nesse mundinho fétido, apenas dois seres que se amaram e que foram cúmplices e parceiros de vida ouviram-na em todaa sua exuberância.</p>
<p>No céu, míriades de anjos e Seu Grande Compositor testemunharam-na.</p>
<p>Minhas lágrimas apenas captaram o eco de seus últimos acordes e registraram-na em minha alma como a mais linda obra musical que eu ouvi em toda a minha vida.</p>
<p><em>por Jorge Camargo</em></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>campo branco (elomar)</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2007/12/22/campo-branco-elomar/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Dec 2007 13:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Elomar]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Cada vez que ouço esta canção, minha alma se inspira, sonha, canta, chora, lamenta e louva. Viva o grande poeta Elomar.
Campo Branco minhas penas que pena secou
Todo bem qui nóis tinha era a chuva era o amor
Num tem nada não nóis dois vai penano assim
Campo lindo ai qui tempo ruim
Tu sem chuva e a tristeza [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp3.blogger.com/_pJMQ0w0Dgkk/R20RBUP3ygI/AAAAAAAAABU/Cbz9J6LOqhw/s1600-h/elomar.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img src="http://bp3.blogger.com/_pJMQ0w0Dgkk/R20RBUP3ygI/AAAAAAAAABU/Cbz9J6LOqhw/s200/elomar.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146788663467166210" align="right" border="0" /></a><br />
Cada vez que ouço esta canção, minha alma se inspira, sonha, canta, chora, lamenta e louva. Viva o grande poeta Elomar.</p>
<blockquote><p>Campo Branco minhas penas que pena secou<br />
Todo bem qui nóis tinha era a chuva era o amor<br />
Num tem nada não nóis dois vai penano assim<br />
Campo lindo ai qui tempo ruim<br />
Tu sem chuva e a tristeza em mim</p>
<p>Peço a Deus grande Deus de Abraão<br />
Prá arrancar as pena do meu coração<br />
Dessa terra sêca en ança e aflição<br />
Todo bem é de Deus qui vem<br />
Quem tem bem lôva Deus seu bem<br />
Quem não tem pede a Deus qui vem</p>
<p>Pela sombra do vale do ri Gavião<br />
Os rebanho esperam a trovoada chover<br />
Num tem nada não também no meu coração<br />
Vô ter relempo e trovão<br />
Minh’alma vai florescer</p>
<p>Quando a amada e esperada trovoada chegá<br />
Iantes da quadra as marrã vão tê<br />
Sei qui inda vô vê marrã parí sem querê<br />
Amanhã no amanhecer<br />
Tardã mais sei qui vô ter<br />
Meu dia inda vai nascer</p>
<p>E essa tempo da vinda tá perto de vín<br />
Sete casca aruêra cantaram prá mim<br />
Tatarena vai rodá vai botá fulô<br />
Marela de u’a veis só<br />
Pra ela de u’a veis só</p></blockquote>
<p><strong>Glossário</strong></p>
<p><strong>Campo Branco: </strong>Tradução de Caatinga, expressão indígena<br />
<strong>Ança:</strong> Ânsia<br />
<strong>Iantes das quadra asmarrã vão ter</strong>: Antes do ciclo biológico das cabras, elas vão parir<br />
<strong>E esse tempo da vinda tá perto de vim:</strong> Expressão bíblica, derivada da profecia:<br />
os tempos da ressurreição estão próximos.<br />
<strong>Sete casca aruêra:</strong>Árvore medicinal<br />
<strong>Tatarena:</strong> Árvore que se abre em flor, anunciadora da chuva</p>
<p><a href="http://bp3.blogger.com/_pJMQ0w0Dgkk/R20RBUP3ygI/AAAAAAAAABU/Cbz9J6LOqhw/s1600-h/elomar.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><br />
</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A Pedra de Amolar</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2007/12/14/a-pedra-de-amolar/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Dec 2007 01:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Amigos]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Diamanso]]></category>

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		<description><![CDATA[
 Aquele que comigo, quando eu choro, chora
Aquele que comigo dança,
A este jamais direi:
Ora, não me amolesPorque se como o ferro com ferro se afia
Afia o homem a seu amigo
Isto hoje te digo:
Podes me amolar!Ó Deus, dá que quando entre eu e meu amigo
Houver atrito a ponto de sair faísca de fogo
Que eu não me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp3.blogger.com/_pJMQ0w0Dgkk/R2MtF0P3yfI/AAAAAAAAABM/-aPaHRwxmd4/s1600-h/Diamanso.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img src="http://bp3.blogger.com/_pJMQ0w0Dgkk/R2MtF0P3yfI/AAAAAAAAABM/-aPaHRwxmd4/s200/Diamanso.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144004777335048690" align="right" border="0" /></a></p>
<blockquote><p> Aquele que comigo, quando eu choro, chora<br />
Aquele que comigo dança,<br />
A este jamais direi:<br />
Ora, não me amolesPorque se como o ferro com ferro se afia<br />
Afia o homem a seu amigo<br />
Isto hoje te digo:<br />
Podes me amolar!Ó Deus, dá que quando entre eu e meu amigo<br />
Houver atrito a ponto de sair faísca de fogo<br />
Que eu não me desaponte porque esse tal<br />
É enviado teu pra que eu não fique cego</p>
<p>Porque cego não vê que sem o esmeril<br />
Se perde o fio, o gume<br />
Quem pode perceber,<br />
não perde a comunhão, assume<br />
Estende a mão, aceita<br />
A pedra de amolar</p></blockquote>
<p style="text-align: right">(<em>um poema do Roberto Diamanso</em>)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>simplicidade</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2007/10/20/simplicidade-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Oct 2007 12:17:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>

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		<description><![CDATA[


 Simplicidade é um dom, ser livre é um dom,
Estar onde se deve estar é um dom
E quando estamos no lugar certo
Este será o vale do amor e da alegria.
Quando se alcança verdadeira simplicidade
Para prostrar-se e curvar-se, não há acanhamento
Pois girar e girar será a nossa alegria
Até que girando e girando cheguemos ao lugar certo.
(Cântico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp1.blogger.com/_pJMQ0w0Dgkk/RxnyJayVGYI/AAAAAAAAAA0/zrA_weHzJYc/s1600-h/shaker+drawing4.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"></p>
<p style="text-align: center"><img src="http://bp1.blogger.com/_pJMQ0w0Dgkk/RxnyJayVGYI/AAAAAAAAAA0/zrA_weHzJYc/s400/shaker+drawing4.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5123392294733814146" border="0" /></p>
<p></a></p>
<blockquote><p> Simplicidade é um dom, ser livre é um dom,<br />
Estar onde se deve estar é um dom<br />
E quando estamos no lugar certo<br />
Este será o vale do amor e da alegria.<br />
Quando se alcança verdadeira simplicidade<br />
Para prostrar-se e curvar-se, não há acanhamento<br />
Pois girar e girar será a nossa alegria<br />
Até que girando e girando cheguemos ao lugar certo.</p></blockquote>
<p align="right">(<em>Cântico shaker Elder Joseph Brackett Jr., 1848</em>)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>john wesley e a escravidão</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2007/10/12/john-wesley-e-a-escravidao/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Oct 2007 21:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Transformação]]></category>

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		<description><![CDATA[
A escravidão é uma vilania nojenta, um escândalo para a Inglaterra e para a humanidade. Fico chocado quando um homem, por ser negro, é enganado ou atacado por um branco e não pode se defender&#8230; Vá  em nome de Deus e no poder do Seu Espírito, para que a escravidão americana, a mais infame [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp1.blogger.com/_pJMQ0w0Dgkk/Rw_tMA08_eI/AAAAAAAAAAk/guTLOj1Ip9A/s1600-h/negroes7.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img src="http://bp1.blogger.com/_pJMQ0w0Dgkk/Rw_tMA08_eI/AAAAAAAAAAk/guTLOj1Ip9A/s200/negroes7.jpg" style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5120572091979857378" border="0" /></a></p>
<blockquote><p>A escravidão é uma vilania nojenta, um escândalo para a Inglaterra e para a humanidade. Fico chocado quando um homem, por ser negro, é enganado ou atacado por um branco e não pode se defender&#8230; Vá  em nome de Deus e no poder do Seu Espírito, para que a escravidão americana, a mais infame que já se viu sob o sol, seja banida para sempre.</p></blockquote>
<p><em>(John Wesley, na última carta que escreveu antes de morrer, 24 nov. 1790. A carta foi escrita a William Wilberforce, figura fundamental na abolição do tráfico de escravos na Inglaterra, em 1807).</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>o deus que ama você</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2007/10/09/o-deus-que-ama-voce/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 13:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>

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		<description><![CDATA[
Deve ser trabalhoso para o Deus que ama você
Pensar em como você seria mais feliz do que é hoje
Se você pudesse avistar seus muitos futuros.
Deve ser doloroso para Ele vê-lo nas noites de sexta
Indo para casa de carro, após um dia de trabalho, contente com sua semana &#8211;
Três belas casas vendidas a famílias dignas &#8211;
Sabendo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://bp1.blogger.com/_pJMQ0w0Dgkk/RwuLXA08_dI/AAAAAAAAAAc/XUmmO41rorg/s1600-h/IcebergTotal.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"><img src="http://bp1.blogger.com/_pJMQ0w0Dgkk/RwuLXA08_dI/AAAAAAAAAAc/XUmmO41rorg/s200/IcebergTotal.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119338628912053714" align="right" border="0" /></a><br />
Deve ser trabalhoso para o Deus que ama você<br />
Pensar em como você seria mais feliz do que é hoje<br />
Se você pudesse avistar seus muitos futuros.<br />
Deve ser doloroso para Ele vê-lo nas noites de sexta<br />
Indo para casa de carro, após um dia de trabalho, contente com sua semana &#8211;<br />
Três belas casas vendidas a famílias dignas &#8211;<br />
Sabendo, como Ele sabe, o que teria acontecido exatamente<br />
Se você tivesse feito a segunda opção na universidade,<br />
Conhecendo o colega de quarto que você teria,<br />
Cujas ardentes opiniões sobre pintura e música<br />
Teriam despertado em você um vocação que duraria uma vida inteira.<br />
Um vida 30 graus acima da vida que você leva hoje<br />
Em qualquer escala de satisfação. E cada ponto seria<br />
Um espinho no lado do Deus que ama você.<br />
Você não quer isso, um homem generoso como você<br />
Que tenta poupar sua esposa dos desapontamentos do dia<br />
Para que ela possa guardar seu bom humor para as crianças.<br />
E você, gostaria que esse Deus comparasse sua esposa<br />
Com as mulheres a quem você estava destinado a encontrar no outro campus?<br />
É difícil para você pensar nele avaliando quanto mais proveitosa seria<br />
A sua conversação lá nessa outra universidade<br />
Em comparação com as conversas que você costuma ter.<br />
E pensar como esse Deus amoroso se sentiria<br />
Sabendo que o próximo homem da fila para casar-se com sua esposa<br />
A faria muito mais feliz do que você jamais seria capaz,<br />
Mesmo em seus melhores dias, quando você realmente se esforça.<br />
Você consegue dormir à noite crendo que um Deus assim<br />
Está caminhando pelo Seu quarto celeste, chateado pelas alternativas<br />
Às quais você foi poupado por pura ignorância? A diferença entre o que é<br />
E o que poderia ser permanecerá viva para Ele,<br />
Mesmo depois de você deixar de existir, depois de você pegar um resfriado<br />
Ao correr pela neve em busca do jornal da manhã,<br />
Perdendo 11 anos de vida que o Deus que ama você<br />
Imagina, cena por cena.<br />
A não ser que você venha ajudá-lo ao imaginá-lo<br />
Sábio tanto quanto você é, não um Deus, na verdade, somente um amigo,<br />
Não mais íntimo que seu amigo verdadeiro que você conheceu na universidade,<br />
a quem você não escreve a meses. Sente-se hoje à noite<br />
E escreva a ele sobre a vida a respeito da qual você pode falar<br />
Com certa autoridade, a vida que você tem testemunhado,<br />
Que, até onde você sabe, é a vida que você escolheu.</p>
<p align="right"><em>(Carl Dennis, 2001, apud Josh Furnal, 2007)</em></p>
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		<title>o céu dos ingleses</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 12:15:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Cristianismo]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Eu não penso como mamãe. Não falo nada porque em negócio de religião ela não admite discussão. Não posso ter esse medo que mamãe tem porque eu penso comigo: &#8216;Se meu pai for para o inferno, para onde irão meus tios e todos os homens de Diamantina a não ser Seu Juca Neves?&#8217;. Eu sei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">&#8220;Eu não penso como mamãe. Não falo nada porque em negócio de religião ela não admite discussão. Não posso ter esse medo que mamãe tem porque eu penso comigo: &#8216;Se meu pai for para o inferno, para onde irão meus tios e todos os homens de Diamantina a não ser Seu Juca Neves?&#8217;. Eu sei que Deus é justo. Já sofri muito em pequena por causa de vovô e não quero agora sofrer também por causa de meu pai.</p>
<p align="justify">Na escola de Mestra Joaquina eu não podia ter a menor briguinha com uma menina, que ela não dissesse logo: &#8216;Meu avô não é como o seu que foi para o céu dos ingleses&#8217;. Meu avô não foi enterrado na igreja porque era protestante; foi na porta da Casa de Caridade e até hoje se fala nisso em Diamantina. Quando ele estava muito mal, os padres, as irmãs de caridade e até Senhor Bispo, que gostava muito dele, pelejaram para ele se batizar e confessar para poder ser enterrado no sagrado. Ele respondia: &#8216;Toda terra que Deus fez é sagrada&#8217;. O vigário não quis deixar dobrar os sinos, mas os homens principais de Diamantina foram às igrejas e fizeram dobrar todos os sinhos da cidade o dia inteiro. Ele era muito caridoso e estimado. Quando o doente não podia, ele mandava os remédios, a galinha e ainda dinheiro. A cidade inteira acompanhou o enterro. Quando ele morreu eu era muito pequena e até hoje se fala em Diamantina na caridade do Doutor Inglês, como todos o chamavam. Um homem assim pode estar no inferno?&#8221;</p>
<p><em>(Helena Morley, <span style="font-weight: bold">Minha Vida de Menina</span>, 9 nov. 1893). [Helena Morley era o pseudônimo de Alice Dayrell Caldeira Brant, de pai protestante e mãe católica, que manteve um diário de infância que veio a se tornar muito famoso na década de 1940]</em></p>
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		<title>amar ou não amar</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Sep 2007 17:08:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[De Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamento]]></category>
		<category><![CDATA[T.S.Eliot]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O evangelho de Jesus Cristo dá voz concreta a duas verdades paradoxais que expressam a tragédia da condição humana: a primeira é que, se você não ama, você não viverá; a segunda é que, se você ama, você morrerá.  Se você não puder amar, você permanecerá preso a si mesmo e  ficará estéril, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;O evangelho de Jesus Cristo dá voz concreta a duas verdades paradoxais que expressam a tragédia da condição humana: a primeira é que, se você não ama, você não viverá; a segunda é que, se você ama, você morrerá.  Se você não puder amar, você permanecerá preso a si mesmo e  ficará estéril, incapaz de criar um futuro para si ou para os outros, incapaz de viver. Se, todavia, você de fato amar, você será uma ameaça às estruturas de dominação sobre as quais repousam a sociedade e então você será morto&#8221;</p></blockquote>
<p align="right">(<em>T.S. Eliot</em>)</p>
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