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	<title>Gladir Cabral &#187; Poesia</title>
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	<description>Uma pessoa é uma voz. Uma voz custa a envelhecer.</description>
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			<title>Gladir Cabral</title>
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		<title>ressuscita-me</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 03:11:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Ultimamente, tenho pensado muito na letra de uma antiga canção intitulada &#8220;O amor&#8221;. A letra foi escrita pelo famoso poeta russo do século XX, Wladimir Maiakovski, e a música foi composta por Caetano Veloso. A letra fala da chegada do amor como um momento de milagre e renovação da vida. Maiakovski foi um homem que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ultimamente, tenho pensado muito na letra de uma antiga canção intitulada &#8220;O amor&#8221;. A letra foi escrita pelo famoso poeta russo do século XX, Wladimir Maiakovski, e a música foi composta por Caetano Veloso. A letra fala da chegada do amor como um momento de milagre e renovação da vida. Maiakovski foi um homem que viveu grandes e intensos conflitos em sua vida pessoal, amando uma mulher que jamais seria de fato sua, sonhando com uma sociedade em que a justiça e a igualdade fossem plenamente alcançadas, tentando fazer de sua arte um ato político. Desesperado, suicidou-se em 1930, com apenas 37 anos de idade.</p>
<p>De qualquer maneira, o grito de Maiakovski, que ecoa em Caetano, configura-se como um autêntico anseio por vida e ressurreição. É um desejo profundo de amor e reciprocidade que acabam presos na garganta do poeta. Nossos poetas clamam por vida, clamam por ressurreição, clamam por uma Páscoa que, no caso deles, parece ainda distante e inalcançável.</p>
<blockquote><p>Talvez, quem sabe, um dia<br />
Por uma alameda do zoológico<br />
Ela também chegará<br />
Ela que também amava os animais<br />
Entrará sorridente assim como está<br />
Na foto sobre a mesa<br />
Ela é tão bonita<br />
Ela é tão bonita que na certa<br />
eles a ressuscitarão<br />
O século 30 vencerá<br />
O coração destroçado já<br />
Pelas mesquinharias<br />
Agora vamos alcançar<br />
Tudo que não podemos amar na vida<br />
Com o estrelar das noites inumeráveis<br />
Ressuscita-me<br />
Ainda que mais não seja<br />
Porque sou poeta e ansiava o futuro<br />
Ressuscita-me<br />
Lutando contra as misérias do cotidiano<br />
Ressuscita-me por isso<br />
Ressuscita-me<br />
Quero acabar de viver o que me cabe<br />
Minha vida<br />
Para que não mais exista amores servis<br />
Ressuscita-me<br />
Para que ninguém mais tenha<br />
De sacrificar-se por uma casa ou um buraco<br />
Ressuscita-me<br />
Para que a partir de hoje<br />
A partir de hoje<br />
A família se transforme<br />
E o pai<br />
Seja, pelo menos, o universo<br />
E a mãe<br />
Seja, no mínimo, a terra<br />
A terra, a terra</p></blockquote>
<p>Eis a interpretação que Renato Braz desta canção:</p>
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		<itunes:summary>Ultimamente, tenho pensado muito na letra de uma antiga canccedil;atilde;o intitulada "O amor". A letra foi escrita pelo famoso poeta russo do seacute;culo XX, Wladimir Maiakovski, e a muacute;sica foi composta por Caetano Veloso. A letra fala da chegada do amor como um momento de milagre e renovaccedil;atilde;o da vida. Maiakovski foi um homem que viveu grandes e intensos conflitos em sua vida pessoal, amando uma mulher que jamais seria de fato sua, sonhando com uma sociedade em que a justiccedil;a e a igualdade fossem plenamente alcanccedil;adas, tentando fazer de sua arte um ato poliacute;tico. Desesperado, suicidou-se em 1930, com apenas 37 anos de idade.

De qualquer maneira, o grito de Maiakovski, que ecoa em Caetano, configura-se como um autecirc;ntico anseio por vida e ressurreiccedil;atilde;o. Eacute; um desejo profundo de amor e reciprocidade que acabam presos na garganta do poeta. Nossos poetas clamam por vida, clamam por ressurreiccedil;atilde;o, clamam por uma Paacute;scoa que, no caso deles, parece ainda distante e inalcanccedil;aacute;vel.
Talvez, quem sabe, um dia
Por uma alameda do zooloacute;gico
Ela tambeacute;m chegaraacute;
Ela que tambeacute;m amava os animais
Entraraacute; sorridente assim como estaacute;
Na foto sobre a mesa
Ela eacute; tatilde;o bonita
Ela eacute; tatilde;o bonita que na certa
eles a ressuscitaratilde;o
O seacute;culo 30 venceraacute;
O coraccedil;atilde;o destroccedil;ado jaacute;
Pelas mesquinharias
Agora vamos alcanccedil;ar
Tudo que natilde;o podemos amar na vida
Com o estrelar das noites inumeraacute;veis
Ressuscita-me
Ainda que mais natilde;o seja
Porque sou poeta e ansiava o futuro
Ressuscita-me
Lutando contra as miseacute;rias do cotidiano
Ressuscita-me por isso
Ressuscita-me
Quero acabar de viver o que me cabe
Minha vida
Para que natilde;o mais exista amores servis
Ressuscita-me
Para que ningueacute;m mais tenha
De sacrificar-se por uma casa ou um buraco
Ressuscita-me
Para que a partir de hoje
A partir de hoje
A famiacute;lia se transforme
E o pai
Seja, pelo menos, o universo
E a matilde;e
Seja, no miacute;nimo, a terra
A terra, a terra
Eis a interpretaccedil;atilde;o que Renato Braz desta canccedil;atilde;o:</itunes:summary>
		<itunes:keywords>Poesia</itunes:keywords>
		<itunes:author>contato@gladircabral.com.br</itunes:author>
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		<title>asas da páscoa</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2008/02/29/asas-da-pascoa/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 22:49:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[A Páscoa vem chegando, eis aqui um belo poema de um poeta metafísico: George Herbert. Observe como seu poema é formalmente inovador. Você consegue imaginar o que estes versos desenham?
SENHOR, que criaste o homem em riqueza e bens,
embora ele tenha perdido tudo tolamente
decaindo mais e mais
até ele se tornar
mais pobre:
Contigo
deixa-me subir
como a cotovia, em harmonia,
e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Páscoa vem chegando, eis aqui um belo poema de um poeta metafísico: George Herbert. Observe como seu poema é formalmente inovador. Você consegue imaginar o que estes versos desenham?</p>
<p align="center">SENHOR, que criaste o homem em riqueza e bens,<br />
embora ele tenha perdido tudo tolamente<br />
decaindo mais e mais<br />
até ele se tornar<br />
mais pobre:<br />
Contigo<br />
deixa-me subir<br />
como a cotovia, em harmonia,<br />
e cantar neste dia tuas grandes vitórias:<br />
Então minha queda alçará meu vôo em mim.</p>
<p align="center"> Minha tenra idade começou em tristeza:<br />
e com enfermedidade e dor<br />
Tu castigas o pecado,<br />
até eu me tornar<br />
assim, fino.<br />
Contigo<br />
deixa-me andar<br />
e sentir neste dia tua vitória,<br />
pois, se eu fincar minhas asas em ti,<br />
a aflição vai impulsionar meu vôo em mim.</p>
<p align="right">George Herbert (1593-1633)</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="left">Agora veja como fica muito melhor na língua original:</p>
<p align="left">&nbsp;</p>
<p align="center">LORD, who createdst man in wealth and store,<br />
Though foolishly he lost the same,<br />
Decaying more and more,<br />
Till he became<br />
Most poor :<br />
With thee<br />
O let me rise<br />
As larks, harmoniously,<br />
And sing this day thy victories:<br />
Then shall the fall further the flight in me.</p>
<p align="center">My tender age in sorrow did beginne:<br />
And still with sicknesses and shame<br />
Thou didst so punish sinne,<br />
That I became<br />
Most thinne.<br />
With thee<br />
Let me combine,<br />
And feel this day thy victorie,<br />
For, if I imp my wing on thine,<br />
Affliction shall advance the flight in me.</p>
<p align="right">George Herbert (1593-1633)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>um poema de drummond</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2007/11/21/um-poema-de-drummond/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 23:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Drummond de Andrade]]></category>

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		<description><![CDATA[Amar
(Carlos Drummond de Andrade)
 Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Amar</strong><br />
<em>(Carlos Drummond de Andrade)</em></p>
<blockquote><p> Que pode uma criatura senão,<br />
entre criaturas, amar?<br />
amar e esquecer,<br />
amar e malamar,<br />
amar, desamar, amar?<br />
sempre, e até de olhos vidrados, amar?Que pode, pergunto, o ser amoroso,<br />
sozinho, em rotação universal, senão<br />
rodar também, e amar?<br />
amar o que o mar traz à praia,<br />
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,<br />
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?</p>
<p>Amar solenemente as palmas do deserto,<br />
o que é entrega ou adoração expectante,<br />
e amar o inóspito, o áspero,<br />
um vaso sem flor, um chão de ferro,<br />
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.</p>
<p>Este o nosso destino: amor sem conta,<br />
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,<br />
doação ilimitada a uma completa ingratidão,<br />
e na concha vazia do amor a procura medrosa,<br />
paciente, de mais e mais amor.</p>
<p>Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa<br />
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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