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	<title>Gladir Cabral &#187; Uncategorized</title>
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	<description>Uma pessoa é uma voz. Uma voz custa a envelhecer.</description>
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		<title>uma canção para paulo</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 02:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pela estrada de Damasco passava uma estranha caravana. Ela era dirigida por um homem chamado Paulo, um fanático que resolveu acabar de vez com os seguidores de Jesus. Ele trazia nas mãos uma carta de autorização para prender, torturar e matar quem for suspeito de ser cristão.
Mas de repente uma luz veio do céu e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="st-paul5" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul5.jpg"><img class="attachment wp-att-476 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul5.jpg" alt="st-paul5" /></a>Pela estrada de Damasco passava uma estranha caravana. Ela era dirigida por um homem chamado Paulo, um fanático que resolveu acabar de vez com os seguidores de Jesus. Ele trazia nas mãos uma carta de autorização para prender, torturar e matar quem for suspeito de ser cristão.</p>
<p>Mas de repente uma luz veio do céu e brilhou em volta de Paulo. O brilho da luz era muito intenso e fez com que ele caísse no chão. Uma voz soou imediatamente:</p>
<p>— Paulo, Paulo, por que me persegues?</p>
<p>— Quem és tu, senhor?—perguntou Paulo, totalmente confuso.</p>
<p>— Eu sou Jesus, aquele que tu persegues. Levanta e entra na cidade, pois ali te dirão o que farás.</p>
<p>Os homens que acompanhavam Paulo viram a luz, ouviram a voz, mas não entenderam nada. Paulo se levantou mas não conseguia enxergar. Seus companheiros o levaram para Damasco.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="st-paul4" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul4.jpg"><img class="attachment wp-att-475 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul4.jpg" alt="st-paul4" /></a></p>
<p>Paulo foi visitado por um homem chamado Ananias, um seguidor de Jesus que trouxe a ele palavras de consolo e orientação. Mesmo sabendo que Paulo era perigoso, Ananias ofereceu a ele o apoio de um irmão:</p>
<p>— Paulo, Deus me trouxe aqui para te dizer que tu és um servo escolhido para anunciar o nome de Jesus a muitos povos e até aos reis.</p>
<p>No mesmo instante Paulo voltou a enxergar. Daí em diante ele tornou-se um corajoso mensageiro de Jesus, indo de cidade em cidade e anunciando o amor de Deus.</p>
<p>Ele esteve até em Atenas, capital da Grécia. Não foi fácil, no meio daqueles filósofos todos. Mas coragem não faltava; e Paulo começou a falar a quem quisesse ouvir o quanto Jesus representava para ele:</p>
<p>— Homens de Atenas! Vejo que vocês são muito religiosos. Quando entrei na cidade vi muitos templos, altares e deuses. Encontrei até um altar dedicado ao “Deus Desconhecido”. Pois é justamente esse Deus que vocês adoram sem conhecer que eu estou anunciando&#8230;</p>
<p>Alguns riram de Paulo, muitos não entenderam o que ele queria dizer, mas alguns creram e se juntaram a ele.</p>
<p>Assim, Paulo visitou muitas cidades daquele tempo: Antioquia, Trôade, Filipos, Atenas, Corinto, Éfeso, Roma e muitas outras. Ele dormia pelas estradas, ao relento, em alguma estalagem, na casa dos amigos, debaixo da ponte, onde pudesse. Ele ganhava a vida fabricando tendas, enquanto semeava a palavra de Deus.</p>
<p>Em sua obra missionária, Paulo sofreu muito por Jesus. Foi preso diversas vezes, chicoteado, apedrejado, acorrentado, expulso das cidades, mas nunca perdeu a coragem nem deixou de falar do Filho de Deus.</p>
<p>Certa vez ele acabou sendo preso numa cela úmida e fria, acorrentado pelos pés, ao lado do seu companheiro Silas. Paulo estava faminto e cansado. Havia feridas pelo seu corpo. Mas ao invés de reclamar da vida, Paulo e Silas começaram a cantar e louvar a Deus. Os outros presos ficaram escutando, assim como também os guardas da prisão.</p>
<p><a title="Phantombild Paulus von Tarsus" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul.jpg"><img class="attachment wp-att-472 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul.jpg" alt="Phantombild Paulus von Tarsus" /></a>Quanto foi meia-noite, um grande terremoto sacudiu a terra e as portas da prisão foram derrubadas. O guarda ficou desesperado e, achando que os presos já tinham fugido, pegou uma espada para se matar. Mas a voz de Paulo o interrompeu:</p>
<p>— Não faça isso! Estamos todos aqui!</p>
<p>O carcereiro pediu uma luz, entrou depressa e se ajoelhou, tremendo, aos pés de Paulo e Silas e perguntou para eles:</p>
<p>— Senhores, o que devo fazer para me salvar?</p>
<p>— Creia no Senhor Jesus e você será salvo—você e a sua família.</p>
<p>Na mesma hora o carcereiro passou a cuidar deles. Toda a sua família teve a oportunidade de ouvir a boa mensagem de Jesus.</p>
<p>Três vezes Paulo sofreu naufrágio. Numa dessas vezes, ele estava num barco que ia para Roma, no meio de uma grande tempestade. Durante catorze dias, eles foram arrastados pelo vento e pela chuva, sem descanso.</p>
<p>Eles achavam que iam morrer, mas Deus falou com Paulo e disse que todos seriam salvos. O navio acabou encalhando e afundando perto de uma ilha, a ilha de Malta. Todos se abraçaram aos destroços do navio, pedaços de madeira, troncos e paus e conseguiram escapar.</p>
<p>Na ilha, eles foram socorridos pelos moradores nativos. Como estava fazendo muito frio, os moradores fizeram uma grande fogueira e acomodaram os sobreviventes ao redor.</p>
<p>Paulo estava entre eles, ajudando a botar lenha na fogueira. Mas quando ele ajuntou um feixe de gravetos, não viu que tinha uma cobra muito venenosa ali. O cobra mordeu a mão de Paulo, e ficou pendurada nele.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="st-paul2" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul2.jpg"><img class="attachment wp-att-473 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul2.jpg" alt="st-paul2" /></a></p>
<p>Todos ficaram muito assustados e acharam que Paulo devia ser um homem muito azarado, castigado por Deus, e que iria morrer logo. Mas Paulo fez de conta que não era nada, sacudiu a serpente para dentro do fogo, e continuou a se esquentar.</p>
<p>Aí então todos ficaram muito admirados e começaram a pensar até que ele fosse um deus. Paulo aproveitou a oportunidade para dizer a eles que quando Deus está com a gente, não há o que temer, Ele nos guarda e pronto.</p>
<p><a title="st-paul3" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul3.jpg"><img class="attachment wp-att-474 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul3.jpg" alt="st-paul3" /></a>Paulo continuou a sua viagem, chegou a Roma e lá anunciou o nome de Jesus para muitas pessoas, inclusive reis e governadores.</p>
<p>Embora fosse perdendo a visão com o passar dos anos, a luz de Cristo se tornava cada vez mais clara em sua vida.</p>
<p>Para Paulo, a felicidade da vida de uma pessoa depende do caminho que ela escolhe. E para ele estava claro que o único e melhor caminho era conhecer o amor de Deus mostrado através de Cristo. Ele salva nossas almas, cura nossas feridas, guia nossa vida. Quem confia nEle jamais está perdido, mesmo que esteja naufragado.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<blockquote><p>O sino toca e é tão bonito</p>
<p>Ouvir o sino só a tocar.</p>
<p>Seu canto fino além da noite</p>
<p>Atravessa a vila, invade o ar.</p>
<p>Mas ele é oco, tão frio e feio,</p>
<p>Não tem segredos pra revelar.</p>
<p>Melhor ouvir um coração</p>
<p>Que sabe como bem amar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O amor é forte, é paciente,</p>
<p>Está contente quando faz o bem,</p>
<p>Ajuda sempre e compreende</p>
<p>A dor daquele que não vive bem.</p>
<p>Suporta tudo com esperança</p>
<p>Mas quer mudança que ainda vem.</p>
<p>Não é grosseiro nem orgulhoso,</p>
<p>Pra injustiça nunca diz amém.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/06-Track-06.mp3">o sino</a></p>
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		<itunes:summary>Pela estrada de Damasco passava uma estranha caravana. Ela era dirigida por um homem chamado Paulo, um fanaacute;tico que resolveu acabar de vez com os seguidores de Jesus. Ele trazia nas matilde;os uma carta de autorizaccedil;atilde;o para prender, torturar e matar quem for suspeito de ser cristatilde;o.

Mas de repente uma luz veio do ceacute;u e brilhou em volta de Paulo. O brilho da luz era muito intenso e fez com que ele caiacute;sse no chatilde;o. Uma voz soou imediatamente:

mdash; Paulo, Paulo, por que me persegues?

mdash; Quem eacute;s tu, senhor?mdash;perguntou Paulo, totalmente confuso.

mdash; Eu sou Jesus, aquele que tu persegues. Levanta e entra na cidade, pois ali te diratilde;o o que faraacute;s.

Os homens que acompanhavam Paulo viram a luz, ouviram a voz, mas natilde;o entenderam nada. Paulo se levantou mas natilde;o conseguia enxergar. Seus companheiros o levaram para Damasco.


Paulo foi visitado por um homem chamado Ananias, um seguidor de Jesus que trouxe a ele palavras de consolo e orientaccedil;atilde;o. Mesmo sabendo que Paulo era perigoso, Ananias ofereceu a ele o apoio de um irmatilde;o:

mdash; Paulo, Deus me trouxe aqui para te dizer que tu eacute;s um servo escolhido para anunciar o nome de Jesus a muitos povos e ateacute; aos reis.

No mesmo instante Paulo voltou a enxergar. Daiacute; em diante ele tornou-se um corajoso mensageiro de Jesus, indo de cidade em cidade e anunciando o amor de Deus.

Ele esteve ateacute; em Atenas, capital da Greacute;cia. Natilde;o foi faacute;cil, no meio daqueles filoacute;sofos todos. Mas coragem natilde;o faltava; e Paulo comeccedil;ou a falar a quem quisesse ouvir o quanto Jesus representava para ele:

mdash; Homens de Atenas! Vejo que vocecirc;s satilde;o muito religiosos. Quando entrei na cidade vi muitos templos, altares e deuses. Encontrei ateacute; um altar dedicado ao ldquo;Deus Desconhecidordquo;. Pois eacute; justamente esse Deus que vocecirc;s adoram sem conhecer que eu estou anunciando...

Alguns riram de Paulo, muitos natilde;o entenderam o que ele queria dizer, mas alguns creram e se juntaram a ele.

Assim, Paulo visitou muitas cidades daquele tempo: Antioquia, Trocirc;ade, Filipos, Atenas, Corinto, Eacute;feso, Roma e muitas outras. Ele dormia pelas estradas, ao relento, em alguma estalagem, na casa dos amigos, debaixo da ponte, onde pudesse. Ele ganhava a vida fabricando tendas, enquanto semeava a palavra de Deus.

Em sua obra missionaacute;ria, Paulo sofreu muito por Jesus. Foi preso diversas vezes, chicoteado, apedrejado, acorrentado, expulso das cidades, mas nunca perdeu a coragem nem deixou de falar do Filho de Deus.

Certa vez ele acabou sendo preso numa cela uacute;mida e fria, acorrentado pelos peacute;s, ao lado do seu companheiro Silas. Paulo estava faminto e cansado. Havia feridas pelo seu corpo. Mas ao inveacute;s de reclamar da vida, Paulo e Silas comeccedil;aram a cantar e louvar a Deus. Os outros presos ficaram escutando, assim como tambeacute;m os guardas da prisatilde;o.

Quanto foi meia-noite, um grande terremoto sacudiu a terra e as portas da prisatilde;o foram derrubadas. O guarda ficou desesperado e, achando que os presos jaacute; tinham fugido, pegou uma espada para se matar. Mas a voz de Paulo o interrompeu:

mdash; Natilde;o faccedil;a isso! Estamos todos aqui!

O carcereiro pediu uma luz, entrou depressa e se ajoelhou, tremendo, aos peacute;s de Paulo e Silas e perguntou para eles:

mdash; Senhores, o que devo fazer para me salvar?

mdash; Creia no Senhor Jesus e vocecirc; seraacute; salvomdash;vocecirc; e a sua famiacute;lia.

Na mesma hora o carcereiro passou a cuidar deles. Toda a sua famiacute;lia teve a oportunidade de ouvir a boa mensagem de Jesus.

Trecirc;s vezes Paulo sofreu naufraacute;gio. Numa dessas vezes, ele estava num barco que ia para Roma, no meio de uma grande tempestade. Durante catorze dias, eles foram arrastados pelo vento e pela chuva, sem descanso.

Eles...</itunes:summary>
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		<itunes:author>contato@gladircabral.com.br</itunes:author>
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		<title>uma canção para patrício</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2010/04/19/uma-cancao-para-patricio/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 13:10:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canções]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando criança, Patrício via e ouvia seu pai ler as Escrituras Sagradas muitas vezes. Ele também ouvia seu pai orar e cantar louvores a Deus. Seu pai era um camponês e diácono da Igreja, e seu avô tinha sido um grande pregador. Mas Patrício ainda não tinha conhecido verdadeiramente a Deus.
Patrício sempre viveu muito próximo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando criança, Patrício via e ouvia seu pai ler as Escrituras Sagradas muitas vezes. Ele também ouvia seu pai orar e cantar louvores a Deus. Seu pai era um camponês e diácono da Igreja, e seu avô tinha sido um grande pregador. Mas Patrício ainda não tinha conhecido verdadeiramente a Deus.</p>
<p>Patrício sempre viveu muito próximo da natureza. Por ser um camponês, não teve a chance de estudar em um bom colégio nem conheceu a agitação da cidade grande. Ele amava as montanhas e mares do seu país, o país de Gales, os riachos, as estrelas, o vento forte, o povo simples, os muros de pedra e a leveza da música.</p>
<p>Quando Patrício tinha 16 anos de idade, sua vila foi invadida por piratas. Muitas pessoas foram mortas e muitas casas foram destruídas. Patrício foi raptado e levado como prisioneiro para terras estranhas.</p>
<p>Depois de longas caminhadas, com as mãos amarradas, e de uma longa viagem de navio, Patrício foi finalmente vendido como escravo na Irlanda para um homem chamado Milchu.</p>
<p>Assim ele viveu em terra estranha, no meio de um povo diferente e que vivia de um modo diferente. Durante seis anos, Patrício trabalhou como escravo, tomando conta de uma manada de porcos.</p>
<p>Vagando pelos campos, cuidando dos porcos, sentindo no rosto o vento, contemplando as nuvens do céu e as estrelas, Patrício foi descobrindo verdadeiramente a Deus. Ali seus olhos foram abertos e ele percebeu que Deus já o conhecia e protegia há muito tempo.</p>
<p>Com o passar dos anos, Patrício foi se tornando um homem de oração. Ele orava várias vezes durante o dia e também a noite. Enquanto trabalhava, cantava louvores a Deus. Nos momentos mais sombrios da sua vida, Deus era como um sol que nascia em sua vida e apagava as tristezas da noite.</p>
<p>Certa noite Patrício teve um sonho especial. Ele sonhou que estava voltando ao seu país. Naquela mesma noite ele ouviu uma voz que o chamava:</p>
<p>— Patrício, é melhor se apressar. Você irá para casa logo.</p>
<p>Em seguida, ele ouviu uma voz dizendo:</p>
<p>— Olha, o navio está pronto!</p>
<p>Naquele mesmo instante, Patrício se levantou no meio do campo e caminhou por trinta quilômetros. Assim ele fugiu da casa onde vivera como escravo durante seis anos.</p>
<p>Patrício chegou ao porto, encontrou um navio que estava para partir e tentou convencer os homens a recebê-lo. O comandante do navio ficou muito irritado e respondeu rispidamente:</p>
<p>— Mas de jeito nenhum!</p>
<p>Ao ouvir isso, Patrício voltou entristecido para o seu esconderijo e começou a orar, e antes de terminar a sua oração, ele ouviu uma voz que dizia:</p>
<p>— Vem rápido que eles estão te chamando!</p>
<p>Patrício voltou imediatamente e, quando chegou ao porto, os homens do navio disseram:</p>
<p>— Tudo bem, venha conosco.</p>
<p>Aqueles homens eram pagãos, isto é, nunca tinham ouvido falar de Jesus. Patrício tinha esperanças de repartir com eles a fé que tinha no evangelho de Cristo. Assim, Patrício entrou no navio e logo estava em alto mar, em direção a França.</p>
<p>A viagem de retorno foi muito difícil e perigosa. Eles quase morrem de fome. Foram três dias navegando pelo mar e vinte e oito dias de caminhada pelo meio de uma região deserta.</p>
<p>Os homens que acompanhavam Patrício estavam exaustos e diziam:</p>
<p>— Como é, cristão, você não disse que Deus o amava? E aí, será que esse Deus não pode nos ajudar?</p>
<p>Patrício respondeu:</p>
<p>— Abram o coração para o amor de Deus. Para Ele não há impossíveis. Hoje mesmo encontraremos comida.</p>
<p>Foi assim que mais à frente encontraram uma manada de porcos selvagens. Os homens puderam assim matar a fome. Mais à frente encontraram mel silvestre. Aqueles homens louvaram a Deus e passaram a respeitar Patrício.</p>
<p>Ao chegar em sua terra natal, Patrício buscou um jeito de estudar mais as Escrituras Sagradas e conhecer os grandes pensadores do povo de Deus. Ele reconhecia a bondade de Deus em sua vida, admitia também a sua própria imperfeição e estava disposto a servir Aquele que tinha salvo a sua vida.</p>
<p>Assim Patrício voltou para França e entrou para o mosteiro de Tours e Lérins. Ali ele permaneceu por muitos anos. Certa noite Patrício teve uma visão. Ele viu um homem que se chamava Victoricus e que vinha da Irlanda trazendo muitas cartas. Ele deu a Patrício uma dessas cartas e Patrício começou a ler:</p>
<p>— A voz dos irlandeses.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="saintpatrick3" rel="lightbox[pics421]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/saintpatrick3.jpg"><img class="attachment wp-att-424 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/saintpatrick3.jpg" alt="saintpatrick3" /></a></p>
<p>E enquanto ele lia, parecia ouvir a voz daqueles que um dia estiveram ao seu lado na floresta de Foclut, perto do mar. Eles gritavam em uma só voz:</p>
<p>— Nós te suplicamos, jovem piedoso, vem e caminha entre nós novamente.</p>
<p>Patrício tornou-se bispo missionário. Como conhecia a cultura e a linguagem dos celtas, seu desejo era tornar-se missionário entre os irlandeses. Assim ele foi até a Irlanda e viajou por toda a ilha, evangelizando, pregando, anunciando Jesus para aquelas pessoas, organizando igrejas e mosteiros.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="saint-patrick" rel="lightbox[pics421]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/saint-patrick.jpg"><img class="attachment wp-att-425 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/saint-patrick.jpg" alt="saint-patrick" /></a></p>
<p>Patrício reencontrou seu antigo mestre Milchu e falou a ele de Cristo. Milchu se converteu e assim também muitos chefes e líderes daquele país. Patrício anunciou o nome de Jesus até mesmo diante de governadores e reis.</p>
<p>Patrício não tinha muita instrução mas era um homem que vivia em comunhão com Deus, sempre dependendo da Sua bondade. Ele se considerava apenas um camponês:</p>
<p>— Eu sou apenas uma pedra jogada no fundo do pântano. Mas o Deus Poderoso me pegou e me colocou, em sua misericórdia, no topo do muro. De lá de cima quero gritar Sua misericórdia para sempre!</p>
<p style="text-align: center;"><a title="st-patrick-2" rel="lightbox[pics421]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-patrick-2.jpg"><img class="attachment wp-att-426 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-patrick-2.jpg" alt="st-patrick-2" /></a></p>
<blockquote><p>Amigo vento, quero ouvir a novidade,<br />
Um movimento que me faça regressar,<br />
Um bom momento que me dê a liberdade,<br />
O cumprimento da vontade de chegar.<br />
A flor do campo diz que Deus é que garante<br />
O novo canto e o desejo de cantar.<br />
O passarinho se alimenta e não semeia<br />
E vai cantando até o dia clarear.</p>
<p>Eu vou sair pelas abas da montanha,<br />
Atravessar os riachos que encontrar,<br />
Redescobrir os caminhos que me levam<br />
Para perto dos que vivem junto à sombra do meu lar.<br />
Vou navegar pelos mares mais distantes,<br />
E navegantes quero eu acompanhar.<br />
Eu vou soltar as amarras que me prendem<br />
E as velas que me levam para bem de navegar.</p>
<p>Amigo vento, sei que a noite é muito fria,<br />
Mas tem estrelas para me agasalhar.<br />
Ao meio dia, a panela tá vazia,<br />
Mas tenho fé que ainda vou me alimentar.<br />
O mar aberto anda meio agitado<br />
O seu abraço me aperta sem parar.<br />
Mas sei que Deus caminha sempre do meu lado<br />
Na tempestade Ele vai me orientar.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/02-Track-02.mp3">amigo vento</a></p>
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		<itunes:subtitle>Quando crianccedil;a, Patriacute;cio via e ouvia seu pai ler as Escrituras Sagradas muitas vezes. Ele tambeacute;m ouvia seu pai orar e cantar louvores a Deus. ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Quando crianccedil;a, Patriacute;cio via e ouvia seu pai ler as Escrituras Sagradas muitas vezes. Ele tambeacute;m ouvia seu pai orar e cantar louvores a Deus. Seu pai era um camponecirc;s e diaacute;cono da Igreja, e seu avocirc; tinha sido um grande pregador. Mas Patriacute;cio ainda natilde;o tinha conhecido verdadeiramente a Deus.

Patriacute;cio sempre viveu muito proacute;ximo da natureza. Por ser um camponecirc;s, natilde;o teve a chance de estudar em um bom coleacute;gio nem conheceu a agitaccedil;atilde;o da cidade grande. Ele amava as montanhas e mares do seu paiacute;s, o paiacute;s de Gales, os riachos, as estrelas, o vento forte, o povo simples, os muros de pedra e a leveza da muacute;sica.

Quando Patriacute;cio tinha 16 anos de idade, sua vila foi invadida por piratas. Muitas pessoas foram mortas e muitas casas foram destruiacute;das. Patriacute;cio foi raptado e levado como prisioneiro para terras estranhas.

Depois de longas caminhadas, com as matilde;os amarradas, e de uma longa viagem de navio, Patriacute;cio foi finalmente vendido como escravo na Irlanda para um homem chamado Milchu.

Assim ele viveu em terra estranha, no meio de um povo diferente e que vivia de um modo diferente. Durante seis anos, Patriacute;cio trabalhou como escravo, tomando conta de uma manada de porcos.

Vagando pelos campos, cuidando dos porcos, sentindo no rosto o vento, contemplando as nuvens do ceacute;u e as estrelas, Patriacute;cio foi descobrindo verdadeiramente a Deus. Ali seus olhos foram abertos e ele percebeu que Deus jaacute; o conhecia e protegia haacute; muito tempo.

Com o passar dos anos, Patriacute;cio foi se tornando um homem de oraccedil;atilde;o. Ele orava vaacute;rias vezes durante o dia e tambeacute;m a noite. Enquanto trabalhava, cantava louvores a Deus. Nos momentos mais sombrios da sua vida, Deus era como um sol que nascia em sua vida e apagava as tristezas da noite.

Certa noite Patriacute;cio teve um sonho especial. Ele sonhou que estava voltando ao seu paiacute;s. Naquela mesma noite ele ouviu uma voz que o chamava:

mdash; Patriacute;cio, eacute; melhor se apressar. Vocecirc; iraacute; para casa logo.

Em seguida, ele ouviu uma voz dizendo:

mdash; Olha, o navio estaacute; pronto!

Naquele mesmo instante, Patriacute;cio se levantou no meio do campo e caminhou por trinta quilocirc;metros. Assim ele fugiu da casa onde vivera como escravo durante seis anos.

Patriacute;cio chegou ao porto, encontrou um navio que estava para partir e tentou convencer os homens a recebecirc;-lo. O comandante do navio ficou muito irritado e respondeu rispidamente:

mdash; Mas de jeito nenhum!

Ao ouvir isso, Patriacute;cio voltou entristecido para o seu esconderijo e comeccedil;ou a orar, e antes de terminar a sua oraccedil;atilde;o, ele ouviu uma voz que dizia:

mdash; Vem raacute;pido que eles estatilde;o te chamando!

Patriacute;cio voltou imediatamente e, quando chegou ao porto, os homens do navio disseram:

mdash; Tudo bem, venha conosco.

Aqueles homens eram pagatilde;os, isto eacute;, nunca tinham ouvido falar de Jesus. Patriacute;cio tinha esperanccedil;as de repartir com eles a feacute; que tinha no evangelho de Cristo. Assim, Patriacute;cio entrou no navio e logo estava em alto mar, em direccedil;atilde;o a Franccedil;a.

A viagem de retorno foi muito difiacute;cil e perigosa. Eles quase morrem de fome. Foram trecirc;s dias navegando pelo mar e vinte e oito dias de caminhada pelo meio de uma regiatilde;o deserta.

Os homens que acompanhavam Patriacute;cio estavam exaustos e diziam:

mdash; Como eacute;, cristatilde;o, vocecirc; natilde;o disse que Deus o amava? E aiacute;, seraacute; que esse Deus natilde;o pode nos ajudar?

Patriacute;cio respondeu:

mdash; Abram o coraccedil;atilde;o para o amor de Deus. Para Ele natilde;o haacute; impossiacute;veis. Hoje mesmo encontraremos comida.

Foi assim que mais agrave; frente encontraram uma manada de porcos selvagens. Os hom...</itunes:summary>
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		<itunes:author>contato@gladircabral.com.br</itunes:author>
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		<title>imaginação</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 01:14:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
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		<category><![CDATA[e.e. cummings]]></category>

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		<description><![CDATA[
Conhecimento é uma palavra sofisticada para designar a imaginação que morreu e ainda não foi enterrada (e.e. cummings).
Knowledge is a polite word for dead-but-not-buried imagination (c.c. cummings).

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: left;">Conhecimento é uma palavra sofisticada para designar a imaginação que morreu e ainda não foi enterrada (e.e. cummings).</p>
<p style="text-align: right;">Knowledge is a polite word for dead-but-not-buried imagination (c.c. cummings).</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>conhecer a si, conhecer a Deus</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 22:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Quase toda a sabedoria que temos, quer dizer, sabedoria verdadeira e sã, consiste em duas partes: conhecer a Deus e conhecer a nós mesmos. [...] é evidente que o homem jamais obtém um verdadeiro auto-conhecimento a não ser contemplando a face de Deus e desce, depois dessa contemplação, para ver seu próprio interior, pois (esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Quase toda a sabedoria que temos, quer dizer, sabedoria verdadeira e sã, consiste em duas partes: conhecer a Deus e conhecer a nós mesmos. [...] é evidente que o homem jamais obtém um verdadeiro auto-conhecimento a não ser contemplando a face de Deus e desce, depois dessa contemplação, para ver seu próprio interior, pois (esse é o nosso orgulho inato) sempre nos olhamos como justos, corretos, sábios e santos, até que somos convencidos, mediante clara evidência, da nossa injustiça, vileza, tolice e impureza&#8221; (João Calvino, <em>Institutas</em>, livro I, cap. 1).</p>
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		<title>a novidade</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Feb 2008 12:15:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Seguem os conselhos do tio Murcegão ao seu aprendiz de demônio:
O horror para com a mesma velha coisa é uma das obsessões mais vantajosas que temos suscitado no coração humano &#8212; sendo uma fonte inexaurível de heresias em religião, de insensatez nos parlamentos, de infidelidade na vida conjugal e de inconstância nas amizades. Os seres [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/02/menino-e-pipa.jpg" rel="lightbox[pics-1202903840]" title="menino e pipa"><img src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/02/menino-e-pipa.jpg" alt="menino e pipa" class="imageframe imgalignleft" height="250" width="194" /></a></p>
<p>Seguem os conselhos do tio Murcegão ao seu aprendiz de demônio:</p>
<blockquote><p>O horror para com a mesma velha coisa é uma das obsessões mais vantajosas que temos suscitado no coração humano &#8212; sendo uma fonte inexaurível de heresias em religião, de insensatez nos parlamentos, de infidelidade na vida conjugal e de inconstância nas amizades. Os seres humanos existem no tempo e experimentam a realidade de modo sucessivo. Para experimentá-la de maneira abundante, eles têm de buscar muitas coisas diferentes; em outras palavras, têm de estar à cata de mudanças. E, uma vez que assim necessitam de mudança, o Inimigo (sendo hedonista como é), tornou-lhes prazeirosa essa experiência, embora não admita que tomem a mudança como fim em si mesma, como acontece, aliás, com o comer, por isso procurou equilibrar-lhes o gosto pela mudança com o reconhecimento do valor da permanência. O Inimigo tem envidado em satisfazer a ambos esses gostos no mundo que mediante a união da mudança com a permanência que designamos de ritmo. Ele lhes proporciona as estações, cada estação sendo diferente, não obstante, recorrendo todos os anos, de modo que a primavera pareça sempre uma novidade, embora não passe da repetição de um fato imemorial. Ele lhes outorga, através da Igreja, um ano espiritual; passam de um período de jejuns a um período de festas, mas é a mesma festa que antes existira.</p>
<p>Ora, exatamente como tomamos os prazeres relacionados com o comer e, pelo excesso, produzimos o vício da gulodice, também tomamos essa tendência natural para a adoção de mudanças e deturpâmo-la de modo que se degenera em exigência por novidades absolutas. Tal exigência é coisa de criação exclusivamente nossa. Se negligenciarmos os deveres, os homens terminarção não somente felizes, mas até mesmo extasiados, em face da novidade e familiaridade, ao mesmo tempo, da queda da neve na estação fria, do nascer e do pôr do sol pela manhã e à tarde de cada dia, e dos doces que constituem variedades de todo Natal. As crianças, até que as tornemos melhores para nós, sentir-se-ão perfeitamente felizes com uma recorrência de tipos de jogos e brincadeiras em que vemos os papagaios de papel a sucederem a outras distrações, consoante se trate da primavera, do verão, do outono ou do inverno. Devido tão somente a nossos esforços incessantes é que conseguimos fazer prevalecer a exigência no sentido da mudança indefinida e destituída de ritmo. Essa exigência nos é muito prestimosa por várias maneiras. Em primeiro lugar, ela diminui o prazer na mesma medida em que intensifica o desejo. O prazer da novidade, por sua própria natureza, fica mais exposto do que qualquer outro à lei da menor recompensa. E, a continuidade da novidade implica em dispêndio de recursos, de modo que o desejo correspondente concita à avareza e resulta em infelicidade, ou as duas coisas simultaneamente. E, ainda mais, quanto mais voraz se revelar esse desejo tanto mais cedo devorará todas as fontes inocentes de prazer, levando as vítimas a demandarem outros prazeres de entre os proibidos pelo Inimigo. Assim sendo, inflamando o horror para com a mesma velha coisa temos consgeuido fazer com que as artes, por exemplo, se venham tornando recentemente menos perigosas para nós do que foram em tempos idos, de modo que, tanto os artistas mais sérios como os menos sérios se vêem empolgados pela imposição de cada vez mais novos excessos nos domínios da lascívia, da insensatez, da crueldade e do orgulho. Finalmente, o desejo por novidades é indispensável, se é que temos de dar origem às modas e aos costumes em voga.</p>
<p align="right">(C.S. Lewis, <strong>Cartas do Coisa Ruim</strong>, p. 156-9).</p>
</blockquote>
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		<title>pastores e modelos</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 21:04:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
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Eugene Peterson em entrevista à editora Eerdmans publicada em fevereiro de 2005:
Quando me tornei pastor, eu não sabia o que é ser pastor. Eu percebi que era uma vida muito complicada em que eu tinha de lidar não somente com o Pai, Filho e Espírito Santo, mas com almas preciosas da congregação. Mas quando olhei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/01/eugene-peterson.jpg" rel="lightbox[pics-1201725538]" title="eugene-peterson.jpg"><img src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/01/eugene-peterson.jpg" alt="eugene-peterson.jpg" class="imageframe imgalignleft" height="142" width="200" /></a></p>
<p>Eugene Peterson em entrevista à editora Eerdmans publicada em fevereiro de 2005:</p>
<blockquote><p>Quando me tornei pastor, eu não sabia o que é ser pastor. Eu percebi que era uma vida muito complicada em que eu tinha de lidar não somente com o Pai, Filho e Espírito Santo, mas com almas preciosas da congregação. Mas quando olhei ao redor, parecia que muitos pastores do meu país tinham adotado a linguagem do mercado e dos empresários (despersonalizando as &#8220;almas&#8221; e transformando-as em consumidores ou clientes) e tornado os sociólogos e psicólogos seus mestres (desprezando o auxílio dos teólogos e dos artistas). Eles adaptaram a vocação pastoral para servir ao critério de sucesso tal qual é definido pela cultura norte-americana. Eu quis recuperar, para mim mesmo, as condições bíblicas e teológicas em que eu pudesse ser um pastor com integridade &#8212; e sendo um escritor, escrever era uma forma de descobrir e articular o que eu estava procurando. Escrevi meus livros antes de tudo para mim mesmo, tentando entender e viver em minha congregação o que notei que os pastores que me precederam haviam feito por 2.000 anos. Nesse processo, desenvolvi um senso de urgência e responsabilidade no sentido de resgatar o entendimento do que é vocação pastoral para meus irmãos e irmãs que pastoreiam.</p></blockquote>
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		<title>encontro</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jan 2007 01:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Embora naquele tempo eu me considerasse um herói por ter queimado os Evangelhos, meu coração não encontrava paz. Na verdade, minha inquietação só aumentava, e eu me sentia um miserável pelos próximos dois dias. No terceiro dia, quando não conseguia mais suportar a angústia, levantei-me às 3h da madrugada e orei para que, se Deus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Embora naquele tempo eu me considerasse um herói por ter queimado os Evangelhos, meu coração não encontrava paz. Na verdade, minha inquietação só aumentava, e eu me sentia um miserável pelos próximos dois dias. No terceiro dia, quando não conseguia mais suportar a angústia, levantei-me às 3h da madrugada e orei para que, se Deus existisse afinal, que ele se revelasse a mim. Se eu não recebesse uma resposta até o amanhecer, eu colocaria minha cabeça nos trilhos do trem e buscaria a resposta além da fronteira desta vida.</p>
<p>“Eu orei e orei, esperando pela hora de fazer minha última caminhada. Lá pelas 4h30 eu vi algo estranho. Havia um brilho na sala. No início pensei que havia fogo na casa, mas olhando através da porta e das janelas, eu não pude ver o que produzia a luz. Então me ocorreu um pensamento: talvez isso seja uma resposta de Deus. Então voltei ao meu lugar de costume e orei, olhando para a estranha luz. Então vi uma figura na luz, estranha mas de alguma forma familiar. Não era Shiva nem Krishna nem qualquer outra encarnação hindu que eu esperava encontrar. Então ouvi uma voz falando na língua urdu: ‘Sundar, até quando você irá rir de mim? Vim para salvá-lo, pois você orou para encontrar o caminho da verdade. Então por que você não a aceita?’ Foi aí que pude ver as marcas de sangue em suas mãos e em seus pés e reconheci que era Yesu, que os cristãos proclamavam. Caí aos seus pés. Eu estava cheio de profunda tristeza e remorso por causa dos meus insultos e pela minha irreverência, mas também sentia uma maravilhosa paz. Essa era a alegria que procurava. Era o céu… Então a visão se desvaneceu, embora minha paz e alegria permaneceram.</p>
<p>“Quando me levantei, fui imediatamente acordar meu pai e dizer a ele o que eu havia experimentado – dizer-lhe que agora eu era um seguidor de Yesu. Ele me disse para voltar para cama. ‘Ora, antes de ontem você estava queimando livros sagrados dos cristãos. Agora você diz que é um deles. Vá dormir, meu filho. Você está cansado e confuso. Amanhã você se sentirá melhor’” (Sundar Singh, <strong>The Wisdom of the Sadhu</strong>, p. 25-6).</p>
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		<title>luta interior</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Dec 2006 11:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O menino Sundar Singh estava em grande conflito espiritual depois da morte de sua mãe. Os livros sagrados já não lhe traziam alento, ao mesmo tempo apareceram missionários cristãos, que lhe confundiam a cabeça com um conceito novo de Deus, uma outra visão de mundo. A primeira reação do menino era a rejeição completa dessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7466/743/1600/68879/burning_books.jpg"><img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7466/743/200/297828/burning_books.jpg" border="0" /></a><br />O menino Sundar Singh estava em grande conflito espiritual depois da morte de sua mãe. Os livros sagrados já não lhe traziam alento, ao mesmo tempo apareceram missionários cristãos, que lhe confundiam a cabeça com um conceito novo de Deus, uma outra visão de mundo. A primeira reação do menino era a rejeição completa dessa nova alternativa de fé, reação até violenta.</p>
<p>“Essa não é a verdade de minha mãe, de nossos ancestrais, de nossa cultura. Essa é uma verdade estrangeira, que nos foi trazida do exterior por pessoas que não entendem nosso jeito de ser. Mas então porque meu pai me faz freqüentar uma escola cristã? Prefiro uma escola pública em Sanewal. Estou disposto a caminhar 16 quilômetros através do deserto. Eu sou um <em>Sikh</em>. Vou mostrar a eles. Vou mostrar ao meu pai o que é que penso desses colonizadores e seu estilo de vida ocidental, sua fé estrangeira&#8230;”</p>
<p>Sundar Singh chegou a jogar pedras em seus professores, atrapalhar as aulas, ridicularizar os missionários e rasgar e lançar no fogo as Escrituras Sagradas dos cristãos, coisa que nunca foi feita naquele vilarejo. Desesperado, o pai de Sundar Singh vai até ele, para exortá-lo:</p>
<p>“Você está louco? Por que fazer isso? É esse o respeito pelas coisas sagradas que você aprendeu de sua mãe? É assim que você agradece aos que lhe dão o ensino? Não cometa tal blasfêmia em minha presença. Como seu pai e chefe da casa, eu lhe ordeno a parar com essa insanidade. Chega de livros queimados!” (Sundar Singh, <strong>The Wisdom of the Sadhu</strong>, p. 17-8).</p>
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		<title>sede</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Dec 2006 10:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em sua busca, o menino veio ao sadhu que vivia na floresta:
“Sadhu-ji, você diz que minha fome e minha sede são ilusão, armadilhas de maya. Somente Brahma é a verdade. Brahma é a fonte divina de todas as coisas, você diz; Brahma é Deus. Você diz que eu verei que sou uma parte de Brahma, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7466/743/1600/497654/Sadhu-Sundar-Singh-02.jpg"><img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/7466/743/200/916351/Sadhu-Sundar-Singh-02.jpg" border="0" /></a><br />Em sua busca, o menino veio ao sadhu que vivia na floresta:</p>
<p>“<em>Sadhu-ji</em>, você diz que minha fome e minha sede são ilusão, armadilhas de <em>maya</em>. Somente <em>Brahma</em> é a verdade. <em>Brahma</em> é a fonte divina de todas as coisas, você diz; <em>Brahma</em> é Deus. Você diz que eu verei que sou uma parte de <em>Brahma</em>, e que assim que isso acontecer, minhas necessidades cessarão de preocupar-me. Perdoe-me, <em>Sadhu-ji</em>, e não fiques irritado comigo, mas como isso pode acontecer? Se eu sou <em>Brahma</em> ou parte dele, como posso ser enganado por <em>maya</em>? Como pode a ilusão ter poder sobre mim? Pois se a ilusão tem poder sobre a verdade, então a verdade é em si mesma ilusão. É a ilusão então mais forte que a verdade?</p>
<p>“<em>Sadhu-ji</em>, você diz que eu tenho que esperar. Você diz que ganharei conhecimento das coisas espirituais quando crescer. Minha sede será saciada. Mas será que isso vai acontecer? Não é a comida a resposta para a fome? Não é a água a resposta para a sede? Se um garoto faminto pede pão, pode seu pai responder: ‘Vá brincar! Quando você ficar mais velho, entenderá a fome e então não precisará mais de pão?’ Se você, <em>Sadhu-ji</em>, encontrou o entendimento que procuro, se você encontrou certeza e paz, por favor me diz como posso encontrá-los. Se não, então me diz, e eu continuarei minha busca. Não posso descansar até encontrar paz” (<strong>Wisdom of the Sadhu</strong>, p. 15-6).</p>
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		<title>santi</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Dec 2006 17:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quando menino, Sundar Singh ficava horas e horas aos pés de seu mestre guru aprendendo os conceitos fundamentais da sua religião, como maya (ilusão) ou jnana (fome de certeza e conhecimento). Sacerdotes Sikhs haviam ensinado muitas coisas a ele, mas o menino ainda não estava satisfeito.
Sundar Singh podia recitar o Guru Granth Sahib inteiro, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando menino, Sundar Singh ficava horas e horas aos pés de seu mestre guru aprendendo os conceitos fundamentais da sua religião, como <em>maya</em> (ilusão) ou <em>jnana</em> (fome de certeza e conhecimento). Sacerdotes Sikhs haviam ensinado muitas coisas a ele, mas o menino ainda não estava satisfeito.</p>
<p>Sundar Singh podia recitar o <strong>Guru Granth Sahib</strong> inteiro, que era o livro sagrado dos Sikhs, mas não havia como matar a sua sede. Sabia recitar de cor os <strong>Upanishads</strong>, os <strong>Darsanas</strong>, o <strong>Bhagavad Gita</strong> e os <strong>Shastaras</strong> dos hindus; até mesmo o <strong>Alcorão</strong> e o <strong>Hadis</strong> da religião islâmica. Sua mãe era temente a Deus e reconhecia que seu filho era um peregrino, um sadhu.</p>
<p>Seu pai é que ficava preocupado. Ele perguntou a Sundar certa vez: “Por que você se atormenta com questões religiosas?”. O garoto respondeu: “Eu preciso de <em>santi</em>. Eu preciso de paz”.</p>
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