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	<title>Gladir Cabral &#187; Uncategorized</title>
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	<description>Uma pessoa é uma voz. Uma voz custa a envelhecer.</description>
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		<itunes:summary>Uma pessoa eacute; uma voz. Uma voz custa a envelhecer.</itunes:summary>
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			<title>Gladir Cabral</title>
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		<title>um dos últimos santos vivos da casa de Israel</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 02:06:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Estiveste com um dos últimos santos vivos da casa de Israel!?&#8221;. Foi o que me respondeu o Gerson Borges quando eu disse que havia estado com o pastor Elben Lenz Cesar. E foi exatamente a sensação que tive ao visitar sua casa em Viçosa (MG). Conversamos na sala de estar, ao lado de sua esposa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Estiveste com um dos últimos santos vivos da casa de Israel!?&#8221;. Foi o que me respondeu o Gerson Borges quando eu disse que havia estado com o pastor Elben Lenz Cesar. E foi exatamente a sensação que tive ao visitar sua casa em Viçosa (MG). Conversamos na sala de estar, ao lado de sua esposa e da filha Júnia, lembrando de lugares, pessoas, momentos na vida daquele servo de Deus.<br />
<span style="color: #ffffff;"> .</span><br />
Fui convidado a visitar seu escritório, no segundo andar, e folhear seus livros, algumas raridades, livros de teologia que pertenceram ao avô, obras do início do século XX. Na parede do escritório, um quadro raro de Cristo, sorrindo. Aliás, o bom humor e o sorriso parecem ser algumas das marcas do Rev. como é chamado na comunidade. Mas além do humor, o amor pelo evangelho, a humildade totalmente invisível, tão próxima da terra, do chão, e a devoção pela Escritura. Sobre a mesa a Bíblia aberta, uma folha para anotações e a lapiseira.<br />
<span style="color: #ffffff;"> .</span><br />
Que alegria poder rever o Rev. depois de 25 anos de caminhada por este Brasil.  Tempo de refrigério e de alegria na vida desse ainda jovem andeiro.<br />
<span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p style="text-align: center;"><a title="mesa" rel="lightbox[pics0]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2011/08/160420111101.jpg"><img class="attachment wp-att-722 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2011/08/160420111101.jpg" alt="mesa" /></a></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p style="text-align: center;"><a title="livros" rel="lightbox[pics0]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2011/08/16042011113.jpg"><img class="attachment wp-att-723 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2011/08/16042011113.jpg" alt="livros" /></a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>o retrato</title>
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		<pubDate>Sun, 08 May 2011 12:25:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canções]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O professor de teologia R. Paul Stevens diz em seu livro A espiritualidade na prática: &#8220;Raízes e asas são dois presentes que os pais podem dar aos filhos, e sem raízes não pode hver asas &#8212; nenhum rompimento, nenhuma partida&#8221; (p. 24). Meus pés estão bem plantados no chão da fé onde meus pais me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Menino com pássaro (Portinari)" rel="lightbox[pics700]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2011/05/candido-portinari-menino-com-passaro.jpg"><img class="attachment wp-att-703 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2011/05/candido-portinari-menino-com-passaro.jpg" alt="Menino com pássaro (Portinari)" /></a>O professor de teologia R. Paul Stevens diz em seu livro <strong>A espiritualidade na prática</strong>: &#8220;Raízes e asas são dois presentes que os pais podem dar aos filhos, e sem raízes não pode hver asas &#8212; nenhum rompimento, nenhuma partida&#8221; (p. 24). Meus pés estão bem plantados no chão da fé onde meus pais me cultivaram. Continuo sobrevoando este mundo como andorinha escapa do inverno e deseja novos ares. O tempo que minha mãe gasta comigo em oração e devoção me abençoa uma eternidade. Sou eternamente grato a ela.</p>
<p>O poeta amado Mário Quintana, em seu livro <strong>Lili Inventa o Mundo</strong>, disse certa vez:</p>
<blockquote><p>Mãe são três letras apenas</p>
<p>As desse nome bendito:</p>
<p>Três letrinhas, nada mais&#8230;</p>
<p>E nelas cabe o Infinito.</p>
<p>E palavra tão pequena</p>
<p>- confessam mesmo os ateus -</p>
<p>É do tamanho do Céu!</p>
<p>E apenas menor que Deus&#8230;</p></blockquote>
<p>Deixo aqui minha homenagem à minha querida mãe numa canção cheia de memórias da infância, cheia de imagens, sons, cheiros, sensações e momentos que um dia vivi com intensidade.</p>
<blockquote><p>Vento, sopra o relógio do tempo</p>
<p>E faz o meu pensamento reconhecer a manhã</p>
<p>Dentro de uma neblina encantada</p>
<p>A minha infância sonhada de uma vontade tão sã.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Uma criança no colo da mãe,</p>
<p>O aconchego de amor e canção.</p>
<p>Cheiro de pão e de bolo no ar</p>
<p>E na janela uma voz a chamar assim:</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>“Filho, vem que o café tá na mesa.</p>
<p>Chama também teus amigos</p>
<p>E depois volta a brincar”.</p>
<p>Riso no seu olhar lacrimado</p>
<p>E no meu peito apertado</p>
<p>Guardo essa voz a soar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Noite, o mais sagrado momento,</p>
<p>Filhos em volta, atentos para orar e aprender,</p>
<p>Contos de uma sagrada escritura</p>
<p>Lida com tanta ternura. Quem poderá esquecer?</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Sopra esse vento a folhagem no ar</p>
<p>E faz o mundo girar e girar</p>
<p>Só o retrato na sala de estar</p>
<p>Mostra essa mãe a sorrir e a olhar para o</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>| : Filho que conheceu esse mundo</p>
<p>E o amor mais profundo que é o mistério de Deus.</p>
<p>Tudo passa na vida tão breve</p>
<p>Menos o amor que se teve e que não vai se perder&#8230; : |</p>
<p>Se perder&#8230; Se perder&#8230; Se perder&#8230;</p></blockquote>
<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2011/05/O-retrato.mp3">O retrato</a></p>
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		<itunes:subtitle>O professor de teologia R. Paul Stevens diz em seu livro A espiritualidade na praacute;tica: "Raiacute;zes e asas satilde;o dois presentes que os pais podem ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>O professor de teologia R. Paul Stevens diz em seu livro A espiritualidade na praacute;tica: "Raiacute;zes e asas satilde;o dois presentes que os pais podem dar aos filhos, e sem raiacute;zes natilde;o pode hver asas -- nenhum rompimento, nenhuma partida" (p. 24). Meus peacute;s estatilde;o bem plantados no chatilde;o da feacute; onde meus pais me cultivaram. Continuo sobrevoando este mundo como andorinha escapa do inverno e deseja novos ares. O tempo que minha matilde;e gasta comigo em oraccedil;atilde;o e devoccedil;atilde;o me abenccedil;oa uma eternidade. Sou eternamente grato a ela.

O poeta amado Maacute;rio Quintana, em seu livro Lili Inventa o Mundo, disse certa vez:
Matilde;e satilde;o trecirc;s letras apenas

As desse nome bendito:

Trecirc;s letrinhas, nada mais...

E nelas cabe o Infinito.

E palavra tatilde;o pequena

- confessam mesmo os ateus -

Eacute; do tamanho do Ceacute;u!

E apenas menor que Deus...
Deixo aqui minha homenagem agrave; minha querida matilde;e numa canccedil;atilde;o cheia de memoacute;rias da infacirc;ncia, cheia de imagens, sons, cheiros, sensaccedil;otilde;es e momentos que um dia vivi com intensidade.
Vento, sopra o reloacute;gio do tempo

E faz o meu pensamento reconhecer a manhatilde;

Dentro de uma neblina encantada

A minha infacirc;ncia sonhada de uma vontade tatilde;o satilde;.

.

Uma crianccedil;a no colo da matilde;e,

O aconchego de amor e canccedil;atilde;o.

Cheiro de patilde;o e de bolo no ar

E na janela uma voz a chamar assim:

.

ldquo;Filho, vem que o cafeacute; taacute; na mesa.

Chama tambeacute;m teus amigos

E depois volta a brincarrdquo;.

Riso no seu olhar lacrimado

E no meu peito apertado

Guardo essa voz a soar.

.

Noite, o mais sagrado momento,

Filhos em volta, atentos para orar e aprender,

Contos de uma sagrada escritura

Lida com tanta ternura. Quem poderaacute; esquecer?

.

Sopra esse vento a folhagem no ar

E faz o mundo girar e girar

Soacute; o retrato na sala de estar

Mostra essa matilde;e a sorrir e a olhar para o

.

#124; : Filho que conheceu esse mundo

E o amor mais profundo que eacute; o misteacute;rio de Deus.

Tudo passa na vida tatilde;o breve

Menos o amor que se teve e que natilde;o vai se perder... : #124;

Se perder... Se perder... Se perder...
O retrato</itunes:summary>
		<itunes:keywords>Canccedil;otilde;es,,Uncategorized</itunes:keywords>
		<itunes:author>contato@gladircabral.com.br</itunes:author>
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	</item>
		<item>
		<title>poeta é Deus</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2011/04/26/poeta-e-deus-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 17:39:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eterno é Deus,
Tudo o mais é uma folha de alfazema
Que o vento leva no doce perfume da açucena,
Águas passadas nas longas braçadas do moinho,
Leve desenho na pena de um livre passarinho.
.
Eterno é Deus,
E o resto é a sombra de uma nuvem
Sobre a corrente das águas que de repente surgem
E prontamente se escoam na sequidão da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a title="Alfazema" rel="lightbox[pics695]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2011/04/alfazema.jpg"><img class="attachment wp-att-696 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2011/04/alfazema.jpg" alt="Alfazema" /></a>Eterno é Deus,</p>
<p>Tudo o mais é uma folha de alfazema</p>
<p>Que o vento leva no doce perfume da açucena,</p>
<p>Águas passadas nas longas braçadas do moinho,</p>
<p>Leve desenho na pena de um livre passarinho.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Eterno é Deus,</p>
<p>E o resto é a sombra de uma nuvem</p>
<p>Sobre a corrente das águas que de repente surgem</p>
<p>E prontamente se escoam na sequidão da terra,</p>
<p>Um pensamento, uma flecha do arqueiro, quando erra.</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Poeta é Deus,</p>
<p>Sou apenas o verso de um poema.</p>
<p>Ele é palavra, eu sou o desejo de um fonema,</p>
<p>Verso branco, breve</p>
<p>À espera do seu tema.</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Eterno é Deus,</p>
<p>Tudo o mais é uma gota de sereno</p>
<p>Que de manhã cobre a folha da grama no terreno.</p>
<p>Ao meio-dia é apenas lembrança pouca e vaga,</p>
<p>É trilha incerta, é uma estrada deserta e ensolarada.</p>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
<p>Poeta é Deus,</p>
<p>Sou apenas poeira do caminho.</p>
<p>Ele é o rio que me leva assim, devagarinho,</p>
<p>Pela vida afora, nunca mais sozinho.</p></blockquote>
<p><span style="color: #ffffff;"> .</span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>alhambra</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2011/04/24/alhambra/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Apr 2011 19:57:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Atendendo a pedidos que ainda vão ser feitos {:-)}, aqui está a letra da canção &#8220;Alhambra&#8221;, feita em parceria com Gerson Borges. Abaixo o link para o video da apresentação no Som do Céu 2011. Estar ao lado do GB naquela noite ficará &#8220;nas memórias das minhas retinas fatigadas&#8221; (muito obrigado, Carlos Drummond!) como um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Sierra Nevada, Alhambra and Albaicin. Photo EDILUX S.L" rel="lightbox[pics689]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2011/04/alhambra.JPG"><img class="attachment wp-att-691 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2011/04/alhambra.JPG" alt="Sierra Nevada, Alhambra and Albaicin. Photo EDILUX S.L" /></a>Atendendo a pedidos que ainda vão ser feitos {:-)}, aqui está a letra da canção &#8220;Alhambra&#8221;, feita em parceria com Gerson Borges. Abaixo o link para o video da apresentação no Som do Céu 2011. Estar ao lado do GB naquela noite ficará &#8220;nas memórias das minhas retinas fatigadas&#8221; (muito obrigado, Carlos Drummond!) como um dos momentos mais preciosos da minha vida já não tão curta.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<blockquote><p>Queria tocar os sinos</p>
<p>Da majestosa catedral</p>
<p>Pensei em compor os hinos</p>
<p>Pintar as faces do vitral</p>
<p>Mas tu me fizeste olhar o chão</p>
<p>E repintar os rodapés</p>
<p>Silenciar em meio à sombra do jardim</p>
<p>E foi assim que eu aprendi</p>
<p>A aguardar o tempo bom</p>
<p>A viração do vento sul</p>
<p>O recomeço da estação</p>
<p>Para plantar, para regar, para podar</p>
<p>Para sonhar o renascer da floração</p>
<p>Perto da terra, umedecer</p>
<p>Em meio à horta, serenar</p>
<p>Tua vontade obedecer</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>Um dia a tristeza disse</p>
<p>Que eu nunca mais seria alguém</p>
<p>Melhor que eu me demitisse</p>
<p>Pulasse deste velho trem</p>
<p>Mas tu me fizeste olhar o céu</p>
<p>E eu comecei a ver melhor</p>
<p>Ver teu amor a envolver a minha dor</p>
<p>E me fazer voar além</p>
<p>Da torre desta catedral</p>
<p>Ares de Allambra, luz e bem,</p>
<p>Logo depois de Portugal</p>
<p>Beira de rio, onda do mar, vento mais frio</p>
<p>Luz do luar, perto da Estrela D’alva</p>
<p>Pra ver a Terra amanhecer</p>
<p>E com o sereno repousar</p>
<p>Onde tua mão me colocar</p>
<p style="text-align: right;">(Gerson Borges &amp; Gladir Cabral)</p>
<p style="text-align: right;"><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: right;">
]]></content:encoded>
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		<itunes:subtitle>Atendendo a pedidos que ainda vatilde;o ser feitos {:-)}, aqui estaacute; a letra da canccedil;atilde;o "Alhambra", feita em parceria com Gerson Borges. Abaixo o link ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Atendendo a pedidos que ainda vatilde;o ser feitos {:-)}, aqui estaacute; a letra da canccedil;atilde;o "Alhambra", feita em parceria com Gerson Borges. Abaixo o link para o video da apresentaccedil;atilde;o no Som do Ceacute;u 2011. Estar ao lado do GB naquela noite ficaraacute; "nas memoacute;rias das minhas retinas fatigadas" (muito obrigado, Carlos Drummond!) como um dos momentos mais preciosos da minha vida jaacute; natilde;o tatilde;o curta.

.
Queria tocar os sinos

Da majestosa catedral

Pensei em compor os hinos

Pintar as faces do vitral

Mas tu me fizeste olhar o chatilde;o

E repintar os rodapeacute;s

Silenciar em meio agrave; sombra do jardim

E foi assim que eu aprendi

A aguardar o tempo bom

A viraccedil;atilde;o do vento sul

O recomeccedil;o da estaccedil;atilde;o

Para plantar, para regar, para podar

Para sonhar o renascer da floraccedil;atilde;o

Perto da terra, umedecer

Em meio agrave; horta, serenar

Tua vontade obedecer

.

Um dia a tristeza disse

Que eu nunca mais seria algueacute;m

Melhor que eu me demitisse

Pulasse deste velho trem

Mas tu me fizeste olhar o ceacute;u

E eu comecei a ver melhor

Ver teu amor a envolver a minha dor

E me fazer voar aleacute;m

Da torre desta catedral

Ares de Allambra, luz e bem,

Logo depois de Portugal

Beira de rio, onda do mar, vento mais frio

Luz do luar, perto da Estrela Drsquo;alva

Pra ver a Terra amanhecer

E com o sereno repousar

Onde tua matilde;o me colocar
(Gerson Borges #38;nbsp;Gladir Cabral)
.

</itunes:summary>
		<itunes:keywords>Uncategorized</itunes:keywords>
		<itunes:author>contato@gladircabral.com.br</itunes:author>
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	</item>
		<item>
		<title>uma canção para paulo</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2010/04/26/uma-cancao-para-paulo/</link>
		<comments>http://www.gladircabral.com.br/2010/04/26/uma-cancao-para-paulo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 02:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canções]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.gladircabral.com.br/?p=471</guid>
		<description><![CDATA[Pela estrada de Damasco passava uma estranha caravana. Ela era dirigida por um homem chamado Paulo, um fanático que resolveu acabar de vez com os seguidores de Jesus. Ele trazia nas mãos uma carta de autorização para prender, torturar e matar quem for suspeito de ser cristão.
Mas de repente uma luz veio do céu e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="st-paul5" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul5.jpg"><img class="attachment wp-att-476 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul5.jpg" alt="st-paul5" /></a>Pela estrada de Damasco passava uma estranha caravana. Ela era dirigida por um homem chamado Paulo, um fanático que resolveu acabar de vez com os seguidores de Jesus. Ele trazia nas mãos uma carta de autorização para prender, torturar e matar quem for suspeito de ser cristão.</p>
<p>Mas de repente uma luz veio do céu e brilhou em volta de Paulo. O brilho da luz era muito intenso e fez com que ele caísse no chão. Uma voz soou imediatamente:</p>
<p>— Paulo, Paulo, por que me persegues?</p>
<p>— Quem és tu, senhor?—perguntou Paulo, totalmente confuso.</p>
<p>— Eu sou Jesus, aquele que tu persegues. Levanta e entra na cidade, pois ali te dirão o que farás.</p>
<p>Os homens que acompanhavam Paulo viram a luz, ouviram a voz, mas não entenderam nada. Paulo se levantou mas não conseguia enxergar. Seus companheiros o levaram para Damasco.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="st-paul4" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul4.jpg"><img class="attachment wp-att-475 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul4.jpg" alt="st-paul4" /></a></p>
<p>Paulo foi visitado por um homem chamado Ananias, um seguidor de Jesus que trouxe a ele palavras de consolo e orientação. Mesmo sabendo que Paulo era perigoso, Ananias ofereceu a ele o apoio de um irmão:</p>
<p>— Paulo, Deus me trouxe aqui para te dizer que tu és um servo escolhido para anunciar o nome de Jesus a muitos povos e até aos reis.</p>
<p>No mesmo instante Paulo voltou a enxergar. Daí em diante ele tornou-se um corajoso mensageiro de Jesus, indo de cidade em cidade e anunciando o amor de Deus.</p>
<p>Ele esteve até em Atenas, capital da Grécia. Não foi fácil, no meio daqueles filósofos todos. Mas coragem não faltava; e Paulo começou a falar a quem quisesse ouvir o quanto Jesus representava para ele:</p>
<p>— Homens de Atenas! Vejo que vocês são muito religiosos. Quando entrei na cidade vi muitos templos, altares e deuses. Encontrei até um altar dedicado ao “Deus Desconhecido”. Pois é justamente esse Deus que vocês adoram sem conhecer que eu estou anunciando&#8230;</p>
<p>Alguns riram de Paulo, muitos não entenderam o que ele queria dizer, mas alguns creram e se juntaram a ele.</p>
<p>Assim, Paulo visitou muitas cidades daquele tempo: Antioquia, Trôade, Filipos, Atenas, Corinto, Éfeso, Roma e muitas outras. Ele dormia pelas estradas, ao relento, em alguma estalagem, na casa dos amigos, debaixo da ponte, onde pudesse. Ele ganhava a vida fabricando tendas, enquanto semeava a palavra de Deus.</p>
<p>Em sua obra missionária, Paulo sofreu muito por Jesus. Foi preso diversas vezes, chicoteado, apedrejado, acorrentado, expulso das cidades, mas nunca perdeu a coragem nem deixou de falar do Filho de Deus.</p>
<p>Certa vez ele acabou sendo preso numa cela úmida e fria, acorrentado pelos pés, ao lado do seu companheiro Silas. Paulo estava faminto e cansado. Havia feridas pelo seu corpo. Mas ao invés de reclamar da vida, Paulo e Silas começaram a cantar e louvar a Deus. Os outros presos ficaram escutando, assim como também os guardas da prisão.</p>
<p><a title="Phantombild Paulus von Tarsus" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul.jpg"><img class="attachment wp-att-472 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul.jpg" alt="Phantombild Paulus von Tarsus" /></a>Quanto foi meia-noite, um grande terremoto sacudiu a terra e as portas da prisão foram derrubadas. O guarda ficou desesperado e, achando que os presos já tinham fugido, pegou uma espada para se matar. Mas a voz de Paulo o interrompeu:</p>
<p>— Não faça isso! Estamos todos aqui!</p>
<p>O carcereiro pediu uma luz, entrou depressa e se ajoelhou, tremendo, aos pés de Paulo e Silas e perguntou para eles:</p>
<p>— Senhores, o que devo fazer para me salvar?</p>
<p>— Creia no Senhor Jesus e você será salvo—você e a sua família.</p>
<p>Na mesma hora o carcereiro passou a cuidar deles. Toda a sua família teve a oportunidade de ouvir a boa mensagem de Jesus.</p>
<p>Três vezes Paulo sofreu naufrágio. Numa dessas vezes, ele estava num barco que ia para Roma, no meio de uma grande tempestade. Durante catorze dias, eles foram arrastados pelo vento e pela chuva, sem descanso.</p>
<p>Eles achavam que iam morrer, mas Deus falou com Paulo e disse que todos seriam salvos. O navio acabou encalhando e afundando perto de uma ilha, a ilha de Malta. Todos se abraçaram aos destroços do navio, pedaços de madeira, troncos e paus e conseguiram escapar.</p>
<p>Na ilha, eles foram socorridos pelos moradores nativos. Como estava fazendo muito frio, os moradores fizeram uma grande fogueira e acomodaram os sobreviventes ao redor.</p>
<p>Paulo estava entre eles, ajudando a botar lenha na fogueira. Mas quando ele ajuntou um feixe de gravetos, não viu que tinha uma cobra muito venenosa ali. O cobra mordeu a mão de Paulo, e ficou pendurada nele.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="st-paul2" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul2.jpg"><img class="attachment wp-att-473 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul2.jpg" alt="st-paul2" /></a></p>
<p>Todos ficaram muito assustados e acharam que Paulo devia ser um homem muito azarado, castigado por Deus, e que iria morrer logo. Mas Paulo fez de conta que não era nada, sacudiu a serpente para dentro do fogo, e continuou a se esquentar.</p>
<p>Aí então todos ficaram muito admirados e começaram a pensar até que ele fosse um deus. Paulo aproveitou a oportunidade para dizer a eles que quando Deus está com a gente, não há o que temer, Ele nos guarda e pronto.</p>
<p><a title="st-paul3" rel="lightbox[pics471]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul3.jpg"><img class="attachment wp-att-474 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-paul3.jpg" alt="st-paul3" /></a>Paulo continuou a sua viagem, chegou a Roma e lá anunciou o nome de Jesus para muitas pessoas, inclusive reis e governadores.</p>
<p>Embora fosse perdendo a visão com o passar dos anos, a luz de Cristo se tornava cada vez mais clara em sua vida.</p>
<p>Para Paulo, a felicidade da vida de uma pessoa depende do caminho que ela escolhe. E para ele estava claro que o único e melhor caminho era conhecer o amor de Deus mostrado através de Cristo. Ele salva nossas almas, cura nossas feridas, guia nossa vida. Quem confia nEle jamais está perdido, mesmo que esteja naufragado.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.<br />
</span></p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<blockquote><p>O sino toca e é tão bonito</p>
<p>Ouvir o sino só a tocar.</p>
<p>Seu canto fino além da noite</p>
<p>Atravessa a vila, invade o ar.</p>
<p>Mas ele é oco, tão frio e feio,</p>
<p>Não tem segredos pra revelar.</p>
<p>Melhor ouvir um coração</p>
<p>Que sabe como bem amar.</p>
<p><span style="color: #ffffff;">.</span></p>
<p>O amor é forte, é paciente,</p>
<p>Está contente quando faz o bem,</p>
<p>Ajuda sempre e compreende</p>
<p>A dor daquele que não vive bem.</p>
<p>Suporta tudo com esperança</p>
<p>Mas quer mudança que ainda vem.</p>
<p>Não é grosseiro nem orgulhoso,</p>
<p>Pra injustiça nunca diz amém.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/06-Track-06.mp3">o sino</a></p>
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		<itunes:subtitle>Pela estrada de Damasco passava uma estranha caravana. Ela era dirigida por um homem chamado Paulo, um fanaacute;tico que resolveu acabar de vez com os ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Pela estrada de Damasco passava uma estranha caravana. Ela era dirigida por um homem chamado Paulo, um fanaacute;tico que resolveu acabar de vez com os seguidores de Jesus. Ele trazia nas matilde;os uma carta de autorizaccedil;atilde;o para prender, torturar e matar quem for suspeito de ser cristatilde;o.

Mas de repente uma luz veio do ceacute;u e brilhou em volta de Paulo. O brilho da luz era muito intenso e fez com que ele caiacute;sse no chatilde;o. Uma voz soou imediatamente:

mdash; Paulo, Paulo, por que me persegues?

mdash; Quem eacute;s tu, senhor?mdash;perguntou Paulo, totalmente confuso.

mdash; Eu sou Jesus, aquele que tu persegues. Levanta e entra na cidade, pois ali te diratilde;o o que faraacute;s.

Os homens que acompanhavam Paulo viram a luz, ouviram a voz, mas natilde;o entenderam nada. Paulo se levantou mas natilde;o conseguia enxergar. Seus companheiros o levaram para Damasco.


Paulo foi visitado por um homem chamado Ananias, um seguidor de Jesus que trouxe a ele palavras de consolo e orientaccedil;atilde;o. Mesmo sabendo que Paulo era perigoso, Ananias ofereceu a ele o apoio de um irmatilde;o:

mdash; Paulo, Deus me trouxe aqui para te dizer que tu eacute;s um servo escolhido para anunciar o nome de Jesus a muitos povos e ateacute; aos reis.

No mesmo instante Paulo voltou a enxergar. Daiacute; em diante ele tornou-se um corajoso mensageiro de Jesus, indo de cidade em cidade e anunciando o amor de Deus.

Ele esteve ateacute; em Atenas, capital da Greacute;cia. Natilde;o foi faacute;cil, no meio daqueles filoacute;sofos todos. Mas coragem natilde;o faltava; e Paulo comeccedil;ou a falar a quem quisesse ouvir o quanto Jesus representava para ele:

mdash; Homens de Atenas! Vejo que vocecirc;s satilde;o muito religiosos. Quando entrei na cidade vi muitos templos, altares e deuses. Encontrei ateacute; um altar dedicado ao ldquo;Deus Desconhecidordquo;. Pois eacute; justamente esse Deus que vocecirc;s adoram sem conhecer que eu estou anunciando...

Alguns riram de Paulo, muitos natilde;o entenderam o que ele queria dizer, mas alguns creram e se juntaram a ele.

Assim, Paulo visitou muitas cidades daquele tempo: Antioquia, Trocirc;ade, Filipos, Atenas, Corinto, Eacute;feso, Roma e muitas outras. Ele dormia pelas estradas, ao relento, em alguma estalagem, na casa dos amigos, debaixo da ponte, onde pudesse. Ele ganhava a vida fabricando tendas, enquanto semeava a palavra de Deus.

Em sua obra missionaacute;ria, Paulo sofreu muito por Jesus. Foi preso diversas vezes, chicoteado, apedrejado, acorrentado, expulso das cidades, mas nunca perdeu a coragem nem deixou de falar do Filho de Deus.

Certa vez ele acabou sendo preso numa cela uacute;mida e fria, acorrentado pelos peacute;s, ao lado do seu companheiro Silas. Paulo estava faminto e cansado. Havia feridas pelo seu corpo. Mas ao inveacute;s de reclamar da vida, Paulo e Silas comeccedil;aram a cantar e louvar a Deus. Os outros presos ficaram escutando, assim como tambeacute;m os guardas da prisatilde;o.

Quanto foi meia-noite, um grande terremoto sacudiu a terra e as portas da prisatilde;o foram derrubadas. O guarda ficou desesperado e, achando que os presos jaacute; tinham fugido, pegou uma espada para se matar. Mas a voz de Paulo o interrompeu:

mdash; Natilde;o faccedil;a isso! Estamos todos aqui!

O carcereiro pediu uma luz, entrou depressa e se ajoelhou, tremendo, aos peacute;s de Paulo e Silas e perguntou para eles:

mdash; Senhores, o que devo fazer para me salvar?

mdash; Creia no Senhor Jesus e vocecirc; seraacute; salvomdash;vocecirc; e a sua famiacute;lia.

Na mesma hora o carcereiro passou a cuidar deles. Toda a sua famiacute;lia teve a oportunidade de ouvir a boa mensagem de Jesus.

Trecirc;s vezes Paulo sofreu naufraacute;gio. Numa dessas vezes, ele estava num barco que ia para Roma, no meio de uma grande tempestade. Durante catorze dias, eles foram arrastados pelo vento e pela chuva, sem descanso.

Eles...</itunes:summary>
		<itunes:keywords>Canccedil;otilde;es,,Uncategorized</itunes:keywords>
		<itunes:author>contato@gladircabral.com.br</itunes:author>
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		<title>uma canção para patrício</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2010/04/19/uma-cancao-para-patricio/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Apr 2010 13:10:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Canções]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando criança, Patrício via e ouvia seu pai ler as Escrituras Sagradas muitas vezes. Ele também ouvia seu pai orar e cantar louvores a Deus. Seu pai era um camponês e diácono da Igreja, e seu avô tinha sido um grande pregador. Mas Patrício ainda não tinha conhecido verdadeiramente a Deus.
Patrício sempre viveu muito próximo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando criança, Patrício via e ouvia seu pai ler as Escrituras Sagradas muitas vezes. Ele também ouvia seu pai orar e cantar louvores a Deus. Seu pai era um camponês e diácono da Igreja, e seu avô tinha sido um grande pregador. Mas Patrício ainda não tinha conhecido verdadeiramente a Deus.</p>
<p>Patrício sempre viveu muito próximo da natureza. Por ser um camponês, não teve a chance de estudar em um bom colégio nem conheceu a agitação da cidade grande. Ele amava as montanhas e mares do seu país, o país de Gales, os riachos, as estrelas, o vento forte, o povo simples, os muros de pedra e a leveza da música.</p>
<p>Quando Patrício tinha 16 anos de idade, sua vila foi invadida por piratas. Muitas pessoas foram mortas e muitas casas foram destruídas. Patrício foi raptado e levado como prisioneiro para terras estranhas.</p>
<p>Depois de longas caminhadas, com as mãos amarradas, e de uma longa viagem de navio, Patrício foi finalmente vendido como escravo na Irlanda para um homem chamado Milchu.</p>
<p>Assim ele viveu em terra estranha, no meio de um povo diferente e que vivia de um modo diferente. Durante seis anos, Patrício trabalhou como escravo, tomando conta de uma manada de porcos.</p>
<p>Vagando pelos campos, cuidando dos porcos, sentindo no rosto o vento, contemplando as nuvens do céu e as estrelas, Patrício foi descobrindo verdadeiramente a Deus. Ali seus olhos foram abertos e ele percebeu que Deus já o conhecia e protegia há muito tempo.</p>
<p>Com o passar dos anos, Patrício foi se tornando um homem de oração. Ele orava várias vezes durante o dia e também a noite. Enquanto trabalhava, cantava louvores a Deus. Nos momentos mais sombrios da sua vida, Deus era como um sol que nascia em sua vida e apagava as tristezas da noite.</p>
<p>Certa noite Patrício teve um sonho especial. Ele sonhou que estava voltando ao seu país. Naquela mesma noite ele ouviu uma voz que o chamava:</p>
<p>— Patrício, é melhor se apressar. Você irá para casa logo.</p>
<p>Em seguida, ele ouviu uma voz dizendo:</p>
<p>— Olha, o navio está pronto!</p>
<p>Naquele mesmo instante, Patrício se levantou no meio do campo e caminhou por trinta quilômetros. Assim ele fugiu da casa onde vivera como escravo durante seis anos.</p>
<p>Patrício chegou ao porto, encontrou um navio que estava para partir e tentou convencer os homens a recebê-lo. O comandante do navio ficou muito irritado e respondeu rispidamente:</p>
<p>— Mas de jeito nenhum!</p>
<p>Ao ouvir isso, Patrício voltou entristecido para o seu esconderijo e começou a orar, e antes de terminar a sua oração, ele ouviu uma voz que dizia:</p>
<p>— Vem rápido que eles estão te chamando!</p>
<p>Patrício voltou imediatamente e, quando chegou ao porto, os homens do navio disseram:</p>
<p>— Tudo bem, venha conosco.</p>
<p>Aqueles homens eram pagãos, isto é, nunca tinham ouvido falar de Jesus. Patrício tinha esperanças de repartir com eles a fé que tinha no evangelho de Cristo. Assim, Patrício entrou no navio e logo estava em alto mar, em direção a França.</p>
<p>A viagem de retorno foi muito difícil e perigosa. Eles quase morrem de fome. Foram três dias navegando pelo mar e vinte e oito dias de caminhada pelo meio de uma região deserta.</p>
<p>Os homens que acompanhavam Patrício estavam exaustos e diziam:</p>
<p>— Como é, cristão, você não disse que Deus o amava? E aí, será que esse Deus não pode nos ajudar?</p>
<p>Patrício respondeu:</p>
<p>— Abram o coração para o amor de Deus. Para Ele não há impossíveis. Hoje mesmo encontraremos comida.</p>
<p>Foi assim que mais à frente encontraram uma manada de porcos selvagens. Os homens puderam assim matar a fome. Mais à frente encontraram mel silvestre. Aqueles homens louvaram a Deus e passaram a respeitar Patrício.</p>
<p>Ao chegar em sua terra natal, Patrício buscou um jeito de estudar mais as Escrituras Sagradas e conhecer os grandes pensadores do povo de Deus. Ele reconhecia a bondade de Deus em sua vida, admitia também a sua própria imperfeição e estava disposto a servir Aquele que tinha salvo a sua vida.</p>
<p>Assim Patrício voltou para França e entrou para o mosteiro de Tours e Lérins. Ali ele permaneceu por muitos anos. Certa noite Patrício teve uma visão. Ele viu um homem que se chamava Victoricus e que vinha da Irlanda trazendo muitas cartas. Ele deu a Patrício uma dessas cartas e Patrício começou a ler:</p>
<p>— A voz dos irlandeses.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="saintpatrick3" rel="lightbox[pics421]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/saintpatrick3.jpg"><img class="attachment wp-att-424 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/saintpatrick3.jpg" alt="saintpatrick3" /></a></p>
<p>E enquanto ele lia, parecia ouvir a voz daqueles que um dia estiveram ao seu lado na floresta de Foclut, perto do mar. Eles gritavam em uma só voz:</p>
<p>— Nós te suplicamos, jovem piedoso, vem e caminha entre nós novamente.</p>
<p>Patrício tornou-se bispo missionário. Como conhecia a cultura e a linguagem dos celtas, seu desejo era tornar-se missionário entre os irlandeses. Assim ele foi até a Irlanda e viajou por toda a ilha, evangelizando, pregando, anunciando Jesus para aquelas pessoas, organizando igrejas e mosteiros.</p>
<p style="text-align: center;"><a title="saint-patrick" rel="lightbox[pics421]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/saint-patrick.jpg"><img class="attachment wp-att-425 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/saint-patrick.jpg" alt="saint-patrick" /></a></p>
<p>Patrício reencontrou seu antigo mestre Milchu e falou a ele de Cristo. Milchu se converteu e assim também muitos chefes e líderes daquele país. Patrício anunciou o nome de Jesus até mesmo diante de governadores e reis.</p>
<p>Patrício não tinha muita instrução mas era um homem que vivia em comunhão com Deus, sempre dependendo da Sua bondade. Ele se considerava apenas um camponês:</p>
<p>— Eu sou apenas uma pedra jogada no fundo do pântano. Mas o Deus Poderoso me pegou e me colocou, em sua misericórdia, no topo do muro. De lá de cima quero gritar Sua misericórdia para sempre!</p>
<p style="text-align: center;"><a title="st-patrick-2" rel="lightbox[pics421]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-patrick-2.jpg"><img class="attachment wp-att-426 centered" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/st-patrick-2.jpg" alt="st-patrick-2" /></a></p>
<blockquote><p>Amigo vento, quero ouvir a novidade,<br />
Um movimento que me faça regressar,<br />
Um bom momento que me dê a liberdade,<br />
O cumprimento da vontade de chegar.<br />
A flor do campo diz que Deus é que garante<br />
O novo canto e o desejo de cantar.<br />
O passarinho se alimenta e não semeia<br />
E vai cantando até o dia clarear.</p>
<p>Eu vou sair pelas abas da montanha,<br />
Atravessar os riachos que encontrar,<br />
Redescobrir os caminhos que me levam<br />
Para perto dos que vivem junto à sombra do meu lar.<br />
Vou navegar pelos mares mais distantes,<br />
E navegantes quero eu acompanhar.<br />
Eu vou soltar as amarras que me prendem<br />
E as velas que me levam para bem de navegar.</p>
<p>Amigo vento, sei que a noite é muito fria,<br />
Mas tem estrelas para me agasalhar.<br />
Ao meio dia, a panela tá vazia,<br />
Mas tenho fé que ainda vou me alimentar.<br />
O mar aberto anda meio agitado<br />
O seu abraço me aperta sem parar.<br />
Mas sei que Deus caminha sempre do meu lado<br />
Na tempestade Ele vai me orientar.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2010/04/02-Track-02.mp3">amigo vento</a></p>
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		<itunes:subtitle>Quando crianccedil;a, Patriacute;cio via e ouvia seu pai ler as Escrituras Sagradas muitas vezes. Ele tambeacute;m ouvia seu pai orar e cantar louvores a Deus. ...</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Quando crianccedil;a, Patriacute;cio via e ouvia seu pai ler as Escrituras Sagradas muitas vezes. Ele tambeacute;m ouvia seu pai orar e cantar louvores a Deus. Seu pai era um camponecirc;s e diaacute;cono da Igreja, e seu avocirc; tinha sido um grande pregador. Mas Patriacute;cio ainda natilde;o tinha conhecido verdadeiramente a Deus.

Patriacute;cio sempre viveu muito proacute;ximo da natureza. Por ser um camponecirc;s, natilde;o teve a chance de estudar em um bom coleacute;gio nem conheceu a agitaccedil;atilde;o da cidade grande. Ele amava as montanhas e mares do seu paiacute;s, o paiacute;s de Gales, os riachos, as estrelas, o vento forte, o povo simples, os muros de pedra e a leveza da muacute;sica.

Quando Patriacute;cio tinha 16 anos de idade, sua vila foi invadida por piratas. Muitas pessoas foram mortas e muitas casas foram destruiacute;das. Patriacute;cio foi raptado e levado como prisioneiro para terras estranhas.

Depois de longas caminhadas, com as matilde;os amarradas, e de uma longa viagem de navio, Patriacute;cio foi finalmente vendido como escravo na Irlanda para um homem chamado Milchu.

Assim ele viveu em terra estranha, no meio de um povo diferente e que vivia de um modo diferente. Durante seis anos, Patriacute;cio trabalhou como escravo, tomando conta de uma manada de porcos.

Vagando pelos campos, cuidando dos porcos, sentindo no rosto o vento, contemplando as nuvens do ceacute;u e as estrelas, Patriacute;cio foi descobrindo verdadeiramente a Deus. Ali seus olhos foram abertos e ele percebeu que Deus jaacute; o conhecia e protegia haacute; muito tempo.

Com o passar dos anos, Patriacute;cio foi se tornando um homem de oraccedil;atilde;o. Ele orava vaacute;rias vezes durante o dia e tambeacute;m a noite. Enquanto trabalhava, cantava louvores a Deus. Nos momentos mais sombrios da sua vida, Deus era como um sol que nascia em sua vida e apagava as tristezas da noite.

Certa noite Patriacute;cio teve um sonho especial. Ele sonhou que estava voltando ao seu paiacute;s. Naquela mesma noite ele ouviu uma voz que o chamava:

mdash; Patriacute;cio, eacute; melhor se apressar. Vocecirc; iraacute; para casa logo.

Em seguida, ele ouviu uma voz dizendo:

mdash; Olha, o navio estaacute; pronto!

Naquele mesmo instante, Patriacute;cio se levantou no meio do campo e caminhou por trinta quilocirc;metros. Assim ele fugiu da casa onde vivera como escravo durante seis anos.

Patriacute;cio chegou ao porto, encontrou um navio que estava para partir e tentou convencer os homens a recebecirc;-lo. O comandante do navio ficou muito irritado e respondeu rispidamente:

mdash; Mas de jeito nenhum!

Ao ouvir isso, Patriacute;cio voltou entristecido para o seu esconderijo e comeccedil;ou a orar, e antes de terminar a sua oraccedil;atilde;o, ele ouviu uma voz que dizia:

mdash; Vem raacute;pido que eles estatilde;o te chamando!

Patriacute;cio voltou imediatamente e, quando chegou ao porto, os homens do navio disseram:

mdash; Tudo bem, venha conosco.

Aqueles homens eram pagatilde;os, isto eacute;, nunca tinham ouvido falar de Jesus. Patriacute;cio tinha esperanccedil;as de repartir com eles a feacute; que tinha no evangelho de Cristo. Assim, Patriacute;cio entrou no navio e logo estava em alto mar, em direccedil;atilde;o a Franccedil;a.

A viagem de retorno foi muito difiacute;cil e perigosa. Eles quase morrem de fome. Foram trecirc;s dias navegando pelo mar e vinte e oito dias de caminhada pelo meio de uma regiatilde;o deserta.

Os homens que acompanhavam Patriacute;cio estavam exaustos e diziam:

mdash; Como eacute;, cristatilde;o, vocecirc; natilde;o disse que Deus o amava? E aiacute;, seraacute; que esse Deus natilde;o pode nos ajudar?

Patriacute;cio respondeu:

mdash; Abram o coraccedil;atilde;o para o amor de Deus. Para Ele natilde;o haacute; impossiacute;veis. Hoje mesmo encontraremos comida.

Foi assim que mais agrave; frente encontraram uma manada de porcos selvagens. Os hom...</itunes:summary>
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		<title>imaginação</title>
		<link>http://www.gladircabral.com.br/2009/08/03/334/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 01:14:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[e.e. cummings]]></category>

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		<description><![CDATA[
Conhecimento é uma palavra sofisticada para designar a imaginação que morreu e ainda não foi enterrada (e.e. cummings).
Knowledge is a polite word for dead-but-not-buried imagination (c.c. cummings).

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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: left;">Conhecimento é uma palavra sofisticada para designar a imaginação que morreu e ainda não foi enterrada (e.e. cummings).</p>
<p style="text-align: right;">Knowledge is a polite word for dead-but-not-buried imagination (c.c. cummings).</p>
</blockquote>
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		<title>conhecer a si, conhecer a Deus</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 22:41:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Quase toda a sabedoria que temos, quer dizer, sabedoria verdadeira e sã, consiste em duas partes: conhecer a Deus e conhecer a nós mesmos. [...] é evidente que o homem jamais obtém um verdadeiro auto-conhecimento a não ser contemplando a face de Deus e desce, depois dessa contemplação, para ver seu próprio interior, pois (esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Quase toda a sabedoria que temos, quer dizer, sabedoria verdadeira e sã, consiste em duas partes: conhecer a Deus e conhecer a nós mesmos. [...] é evidente que o homem jamais obtém um verdadeiro auto-conhecimento a não ser contemplando a face de Deus e desce, depois dessa contemplação, para ver seu próprio interior, pois (esse é o nosso orgulho inato) sempre nos olhamos como justos, corretos, sábios e santos, até que somos convencidos, mediante clara evidência, da nossa injustiça, vileza, tolice e impureza&#8221; (João Calvino, <em>Institutas</em>, livro I, cap. 1).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>a novidade</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Feb 2008 12:15:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[C. S. Lewis]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
Seguem os conselhos do tio Murcegão ao seu aprendiz de demônio:
O horror para com a mesma velha coisa é uma das obsessões mais vantajosas que temos suscitado no coração humano &#8212; sendo uma fonte inexaurível de heresias em religião, de insensatez nos parlamentos, de infidelidade na vida conjugal e de inconstância nas amizades. Os seres [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/02/menino-e-pipa.jpg" rel="lightbox[pics-1202903840]" title="menino e pipa"><img src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/02/menino-e-pipa.jpg" alt="menino e pipa" class="imageframe imgalignleft" height="250" width="194" /></a></p>
<p>Seguem os conselhos do tio Murcegão ao seu aprendiz de demônio:</p>
<blockquote><p>O horror para com a mesma velha coisa é uma das obsessões mais vantajosas que temos suscitado no coração humano &#8212; sendo uma fonte inexaurível de heresias em religião, de insensatez nos parlamentos, de infidelidade na vida conjugal e de inconstância nas amizades. Os seres humanos existem no tempo e experimentam a realidade de modo sucessivo. Para experimentá-la de maneira abundante, eles têm de buscar muitas coisas diferentes; em outras palavras, têm de estar à cata de mudanças. E, uma vez que assim necessitam de mudança, o Inimigo (sendo hedonista como é), tornou-lhes prazeirosa essa experiência, embora não admita que tomem a mudança como fim em si mesma, como acontece, aliás, com o comer, por isso procurou equilibrar-lhes o gosto pela mudança com o reconhecimento do valor da permanência. O Inimigo tem envidado em satisfazer a ambos esses gostos no mundo que mediante a união da mudança com a permanência que designamos de ritmo. Ele lhes proporciona as estações, cada estação sendo diferente, não obstante, recorrendo todos os anos, de modo que a primavera pareça sempre uma novidade, embora não passe da repetição de um fato imemorial. Ele lhes outorga, através da Igreja, um ano espiritual; passam de um período de jejuns a um período de festas, mas é a mesma festa que antes existira.</p>
<p>Ora, exatamente como tomamos os prazeres relacionados com o comer e, pelo excesso, produzimos o vício da gulodice, também tomamos essa tendência natural para a adoção de mudanças e deturpâmo-la de modo que se degenera em exigência por novidades absolutas. Tal exigência é coisa de criação exclusivamente nossa. Se negligenciarmos os deveres, os homens terminarção não somente felizes, mas até mesmo extasiados, em face da novidade e familiaridade, ao mesmo tempo, da queda da neve na estação fria, do nascer e do pôr do sol pela manhã e à tarde de cada dia, e dos doces que constituem variedades de todo Natal. As crianças, até que as tornemos melhores para nós, sentir-se-ão perfeitamente felizes com uma recorrência de tipos de jogos e brincadeiras em que vemos os papagaios de papel a sucederem a outras distrações, consoante se trate da primavera, do verão, do outono ou do inverno. Devido tão somente a nossos esforços incessantes é que conseguimos fazer prevalecer a exigência no sentido da mudança indefinida e destituída de ritmo. Essa exigência nos é muito prestimosa por várias maneiras. Em primeiro lugar, ela diminui o prazer na mesma medida em que intensifica o desejo. O prazer da novidade, por sua própria natureza, fica mais exposto do que qualquer outro à lei da menor recompensa. E, a continuidade da novidade implica em dispêndio de recursos, de modo que o desejo correspondente concita à avareza e resulta em infelicidade, ou as duas coisas simultaneamente. E, ainda mais, quanto mais voraz se revelar esse desejo tanto mais cedo devorará todas as fontes inocentes de prazer, levando as vítimas a demandarem outros prazeres de entre os proibidos pelo Inimigo. Assim sendo, inflamando o horror para com a mesma velha coisa temos consgeuido fazer com que as artes, por exemplo, se venham tornando recentemente menos perigosas para nós do que foram em tempos idos, de modo que, tanto os artistas mais sérios como os menos sérios se vêem empolgados pela imposição de cada vez mais novos excessos nos domínios da lascívia, da insensatez, da crueldade e do orgulho. Finalmente, o desejo por novidades é indispensável, se é que temos de dar origem às modas e aos costumes em voga.</p>
<p align="right">(C.S. Lewis, <strong>Cartas do Coisa Ruim</strong>, p. 156-9).</p>
</blockquote>
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		<title>pastores e modelos</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 21:04:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gladir Cabral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[eugene peterson]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eugene Peterson em entrevista à editora Eerdmans publicada em fevereiro de 2005:
Quando me tornei pastor, eu não sabia o que é ser pastor. Eu percebi que era uma vida muito complicada em que eu tinha de lidar não somente com o Pai, Filho e Espírito Santo, mas com almas preciosas da congregação. Mas quando olhei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/01/eugene-peterson.jpg" rel="lightbox[pics-1201725538]" title="eugene-peterson.jpg"><img src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/01/eugene-peterson.jpg" alt="eugene-peterson.jpg" class="imageframe imgalignleft" height="142" width="200" /></a></p>
<p>Eugene Peterson em entrevista à editora Eerdmans publicada em fevereiro de 2005:</p>
<blockquote><p>Quando me tornei pastor, eu não sabia o que é ser pastor. Eu percebi que era uma vida muito complicada em que eu tinha de lidar não somente com o Pai, Filho e Espírito Santo, mas com almas preciosas da congregação. Mas quando olhei ao redor, parecia que muitos pastores do meu país tinham adotado a linguagem do mercado e dos empresários (despersonalizando as &#8220;almas&#8221; e transformando-as em consumidores ou clientes) e tornado os sociólogos e psicólogos seus mestres (desprezando o auxílio dos teólogos e dos artistas). Eles adaptaram a vocação pastoral para servir ao critério de sucesso tal qual é definido pela cultura norte-americana. Eu quis recuperar, para mim mesmo, as condições bíblicas e teológicas em que eu pudesse ser um pastor com integridade &#8212; e sendo um escritor, escrever era uma forma de descobrir e articular o que eu estava procurando. Escrevi meus livros antes de tudo para mim mesmo, tentando entender e viver em minha congregação o que notei que os pastores que me precederam haviam feito por 2.000 anos. Nesse processo, desenvolvi um senso de urgência e responsabilidade no sentido de resgatar o entendimento do que é vocação pastoral para meus irmãos e irmãs que pastoreiam.</p></blockquote>
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