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	<title>Gladir Cabral</title>
	
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	<description>Uma pessoa é uma voz. Uma voz custa a envelhecer.</description>
	<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 00:01:42 +0000</pubDate>
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		<itunes:subtitle>Gladir Cabral</itunes:subtitle>
		<itunes:summary>Uma pessoa é uma voz. Uma voz custa a envelhecer. Uma voz é sempre pergunta ou resposta, saudação ou despedida, grito ou silêncio. Uma voz também é silêncio. A voz clama no deserto, e busca um eco, um eco, um eco. Clama na cidade, e é sufocada por tantos ruídos. A voz conversa sempre com a Voz.</itunes:summary>
		<itunes:author>Gladir Cabral</itunes:author>
		
		
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			<title>Gladir Cabral</title>
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		<title>pássaros</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Oct 2008 21:49:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Frederick Buechner]]></category>

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		<description><![CDATA[Os passarinhos são nossos grandes mestres. Tenho um punhado de canções falando deles e tem até uma falando a eles. Entre os livros que ando saboreando ultimamente, estou com o Beyond Words, do Frederick Buechner. Alimento para a cabeça e para o coração.
Rolando pelo céu do verão, pousando no topo das árvores, alimentando seus filhotes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="cardeal" rel="lightbox[pics220]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/cardeal_2.jpg"><img class="attachment wp-att-221 alignright" style="float: right;" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/cardeal_2.jpg" alt="cardeal" /></a>Os passarinhos são nossos grandes mestres. Tenho um punhado de canções falando deles e tem até uma falando a eles. Entre os livros que ando saboreando ultimamente, estou com o <strong>Beyond Words</strong>, do Frederick Buechner. Alimento para a cabeça e para o coração.</p>
<blockquote><p>Rolando pelo céu do verão, pousando no topo das árvores, alimentando seus filhotes, os pássaros vão cuidando de sua vida como sempre sem prestar muita atenção na raça humana, assim como a raça humana geralmente nem se preocupa com eles. Mas eis que senão quando eles fazem alguma coisa que chama nossa atenção. Os gansos do Canadá voando para o sul em bando na forma de V. Um bem-te-vi cantando Bem-te-vi! Bem-te-vi! Bem-te-vi! Um cardeal voando entre os arbustos como uma chama. Por um momento ou dois, até o mais tolo de nós compreende vagamente que o mundo seria um lugar mais pobre sem eles.</p>
<p>Pode-se pensar de vez em quando que os pássaros sentem o mesmo em relação a nós. Um homem com um guarda-chuva caminhando pela calçada. Uma mulher colhendo amoras. A cantiga de uma criança de dois anos brincando na caixa de areia. Será que os pássaros de vez em quando olham para nós como nós olhamos para eles, basicamente com indiferença, mas às vezes com a curiosidade de uma olhadela, o bater de umas asas, as primeiras notas de uma canção?</p></blockquote>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?a=j4O1wK"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?i=j4O1wK" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/gladircabral/~4/432058563" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 18:18:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[eugene peterson]]></category>

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		<description><![CDATA[Compartilho este surpreendente poema de Eugene Peterson.
A descrença implume cairia como uma pedra
Através da plenitude de ventos ascendentes, em camadas; o falcão
De cauda vermelha voa e paira, sem pressa
Embora faminto, despreza preguiçoso
As refeições fáceis de refugo putrefato,
Esperando astutamente a presa esquiva: um vazio visível
Sobre uma invisível plenitude.
O sol pinta de cobre a cauda japonesa em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="eugene peterson" rel="lightbox[pics218]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/eugene_peterson_2_1.jpg"><img class="attachment wp-att-219 alignright" style="float: right;" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/eugene_peterson_2_1.jpg" alt="eugene peterson" /></a>Compartilho este surpreendente poema de Eugene Peterson.</p>
<blockquote><p>A descrença implume cairia como uma pedra</p>
<p>Através da plenitude de ventos ascendentes, em camadas; o falcão</p>
<p>De cauda vermelha voa e paira, sem pressa</p>
<p>Embora faminto, despreza preguiçoso</p>
<p>As refeições fáceis de refugo putrefato,</p>
<p>Esperando astutamente a presa esquiva: um vazio visível</p>
<p>Sobre uma invisível plenitude.</p>
<p>O sol pinta de cobre a cauda japonesa em leque, estampando</p>
<p>Penas contra o imenso céu</p>
<p>Para minha delícia, e abençoa</p>
<p>Com um feixe de luz o pássaro de melhor visão</p>
<p>Que se atira veloz sobre uma serpente</p>
<p>Em uma morte determinada pelo Gênesis</p></blockquote>
<p>(Eugene Peterson, tradução de Neyd Siqueira, <strong>O Pastor Contemplativo</strong>, p. 111)</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?a=d9vJ36"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?i=d9vJ36" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/gladircabral/~4/425664436" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>eita, bakhtin!</title>
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		<comments>http://www.gladircabral.com.br/2008/10/06/eita-bakhtin-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 01:33:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Mikhail Bakhtin]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto publicava as fotos no post anterior, ia tocando adiante minha leitura de Bakhtin. Tenho aula amanhã no Mestrado em Educação da Unesc. Entre uma página e outra, topei com a seguinte frase que me fez parar:
A palavra não é um objeto, mas um meio constantemente ativo, constantemente mutável de comunicação dialógica. Ela nunca basta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto publicava as fotos no post anterior, ia tocando adiante minha leitura de Bakhtin. Tenho aula amanhã no Mestrado em Educação da Unesc. Entre uma página e outra, topei com a seguinte frase que me fez parar:</p>
<blockquote><p>A palavra não é um objeto, mas um meio constantemente ativo, constantemente mutável de comunicação dialógica. Ela nunca basta a uma consciência, a uma voz. Sua vida está na passagem de boca em boca, de um contexto para outro, de um grupo social para outro, de uma geração para outra&#8221; (<strong>Problemas da Poética de Dostoiévski</strong>, p. 176).</p></blockquote>
<p>Eita, Bakhtin! Isso tem tudo a ver com a proposta deste site, e desta frágil vida humana. Estou cada vez mais impressionado pela perspectiva que ele abre em relação à linguagem e ao fenômeno da cultura. Acho que estou virando fã.</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?a=D92hCA"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?i=D92hCA" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/gladircabral/~4/413345337" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>casa grande - o dvd</title>
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		<comments>http://www.gladircabral.com.br/2008/10/06/casa-grande-o-dvd/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 00:26:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[casa grande]]></category>

		<category><![CDATA[o dvd]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui estão algumas fotos tiradas com o trio Azeviche, de Campinas. Os músicos são: Bruno Mangueira (arranjos, violões), Marcos Souza (baixo acústico) e Roberto Peres &#8220;Magrão&#8221; (percussão). Eu sei, músicos de primeira linha para acompanhar um cantor de quinta. Que se há de fazer?

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O local das gravações foi a Fazenda Mato Dentro, hoje um museu.

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O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui estão algumas fotos tiradas com o trio Azeviche, de Campinas. Os músicos são: Bruno Mangueira (arranjos, violões), Marcos Souza (baixo acústico) e Roberto Peres &#8220;Magrão&#8221; (percussão). Eu sei, músicos de primeira linha para acompanhar um cantor de quinta. Que se há de fazer?</p>
<p><a title="casa grande 2" rel="lightbox[pics210]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/casa-grande2.jpg"><img class="attachment wp-att-212 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/casa-grande2.jpg" alt="casa grande 2" /></a></p>
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<p>O local das gravações foi a Fazenda Mato Dentro, hoje um museu.</p>
<p><a title="casa grande 1" rel="lightbox[pics210]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/casa-grande-1.jpg"><img class="attachment wp-att-211 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/casa-grande-1.jpg" alt="casa grande 1" /></a></p>
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<p>O vídeo está sendo editado e mixado. Ainda não temos previsão para lançamento. Mas virá, que vi, &#8220;impávido que nem Mohammad Ali&#8221;.</p>
<p><a title="casa grande 4" rel="lightbox[pics210]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/casa-grande4.jpg"><img class="attachment wp-att-214 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/casa-grande4.jpg" alt="casa grande 4" /></a></p>
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<p>Ficar à janela da casa grande e imaginar as tantas pessoas que passaram por ali, andar pelos corredores, descer ao porão daquele casario, tudo me impressionou profundamente. Nunca mais cantarei &#8220;Casa Grande&#8221; do mesmo jeito</p>
<p><a title="casa grande 5" rel="lightbox[pics210]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/casa-grande5.jpg"><img class="attachment wp-att-215 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/casa-grande5.jpg" alt="casa grande 5" /></a></p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?a=koOOjR"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?i=koOOjR" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/gladircabral/~4/413279645" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>gideões internacionais</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 17:58:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[life of pi]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de ter sobrevivido por 227 dias no mar e lembrando-se de sua aventura em seu pequeno bote salva-vidas perdido no meio do Oceano Pacífico e acompanhado apenas do perigoso tigre chamado Richard Parker, o herói do livro Life of Pi lembra-se da falta que sentiu de um bom livro para ler, um livro que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de ter sobrevivido por 227 dias no mar e lembrando-se de sua aventura em seu pequeno bote salva-vidas perdido no meio do Oceano Pacífico e acompanhado apenas do perigoso tigre chamado Richard Parker, o herói do livro <strong>Life of Pi</strong> lembra-se da falta que sentiu de um bom livro para ler, um livro que fosse longo e que tivesse uma história que jamais terminasse. Ele pensou na Bíblia e, para minha surpresa, começou a falar do trabalho dos Gideões Internacionais:</p>
<blockquote><p>A primeira vez que encontrei uma Bíblia na mesa de cabeceira de um quarto de hotel no Canadá, rompi em lágrimas. Mandei uma oferta de contribuição para os Gideões no dia seguinte, com uma nota suplicando que eles aumentem ainda mais sua atuação em todos os lugares onde viajantes cansados e quebrados possam repousar suas cabeças, não apenas quartos de hotel, e sugeri que eles distribuissem não apenas Bíblias, mas outros textos sagrados também. Não consigo pensar em um jeito melhor de espalhar a fé. Nada de raios e trovões vindos de um púlpito, nada de condenações vindas de igrejas ruins, nada de pressão, apenas um livro das Escrituras calmamente esperando para dizer olá, tão gentilmente e poderosamente como o beijo de uma criança no seu rosto.</p></blockquote>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?a=ZgkNuN"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?i=ZgkNuN" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/gladircabral/~4/409472128" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>o medo</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 11:46:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[life of pi]]></category>

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		<description><![CDATA[Terminei de ler recentemente o livro Life of Pi, de Yann Martel. O livro conta a história de Piscine Patel, um menino indiano que sobrevive a um naufrágio num pequeno bote salva-vidas juntamente com um tigre de bengala, uma hiena e uma gorila. Qualquer semelhança com as aventuras de Robison Crusoe, Gulliver, o Ishmail de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="life of pi" rel="lightbox[pics207]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/life-of-pi1.jpg"><img class="attachment wp-att-208 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/10/life-of-pi1.jpg" alt="life of pi" /></a>Terminei de ler recentemente o livro <strong>Life of Pi</strong>, de Yann Martel. O livro conta a história de Piscine Patel, um menino indiano que sobrevive a um naufrágio num pequeno bote salva-vidas juntamente com um tigre de bengala, uma hiena e uma gorila. Qualquer semelhança com as aventuras de <strong>Robison Crusoe</strong>, Gulliver, o Ishmail de <strong>Moby Dick</strong>, <strong>O Velho e o Mar</strong>, de Hemingway, e <strong>Max e os Felinos</strong>, do Moacyr Scliar, não é mera coincidência. O livro é uma retomada do grande tema da condição humana e a confrontação dos elementos.</p>
<p>Em certa altura da história (cap. 56), Pi começa a meditar sobre o medo. Ele diz:</p>
<blockquote><p>Devo dizer alguma coisa sobre o medo: Ele é o verdadeiro oponente da vida. Somente o medo pode derrotar a vida. Sei muito bem que ele é um adversário sagaz e traiçoeiro. Ele não tem decência, não respeita lei nenhuma nem acordo, não mostra misericórdia alguma. Ele busca seu ponto mais fraco, que geralmente encontra com facilidade certeira. Ele começa em sua mente, sempre. Num momento você está se sentindo calmo, controlado, feliz. Então o medo, disfarçado nas vestes da fina dúvida, desliza para dentro da sua mente como um espião. A dúvida se encontra com a descrença e a descrença tenta expulsá-la. Mas a descrença é um soldado muito mal preparado. A dúvida acaba com ela sem muito esforço. Você fica ansioso. A razão vem lutar por você. Você se sente fortalecido de novo. A razão está totalmente equipada com as mais recentes armas da tecnologia. Mas, para sua surpreza, a despeito das táticas superiores e de algumas inegáveis vitórias, a razão é derrotada. Você se sente enfraquecido e cambaleante. Sua ansiedade se torna pavor.</p>
<p>O medo, então, toma conta de todo o seu corpo, que já percebe que alguma coisa terrivelmente errada está acontecendo. Seus pulmões já voaram para longe como um pássaro e suas entranhas deslizam como uma serpente. Agora sua língua cai morta como um gambá, enquanto sua mandíbula começa a galopar dentro de você. Seus ouvidos ficam surdos. Seus músculos começam a tremer como se tivessem malária e seus joelhos chacoalham como se estivessem dançando. Seu coração bate forte demais, enquanto seu esfíncter relaxa. E assim acontece com o resto do seu corpo. Cada parte de você, da maneira mais apropriada, se parte. Somente os seus olhos funcionam bem. Eles sempre prestam a devida atenção ao medo.</p>
<p>Rapidamente você toma decisões precipitadas. Você dispensa seus últimos aliados: a esperança e a confiança. Nesse momento, você derrotou a si mesmo. O medo, que é apenas uma impressão, triunfou sobre você.</p>
<p>O assunto é difícil de colocar em palavras. Pois o medo, medo de verdade, daqueles que o fazem tremer até aos fundamentos, como o que você sente quando está face a face com seu fim mortal, aninha-se em sua memória como uma gangrena: ele quer apodrecer tudo, até mesmo as palavras com as quais você fala. Por isso você tem de lutar muito para se expressar. Você tem de lutar muito para fazer brilhar a luz das palavras sobre ele. Porque se você não consegue isso, se o seu medo se torna uma escuridão sem palavras que você evita, talvez até esqueça, você se abre para futuros ataques do medo, pois você não lutou de verdade contra o oponente que derrotou você (Yann Martel, <strong>Life of Pi</strong>, p. 178).</p></blockquote>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?a=CsA25u"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?i=CsA25u" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/gladircabral/~4/408176187" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>índia</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 01:24:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Canções]]></category>

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		<description><![CDATA[
Segue uma velha canção. O Jorge Camargo fez referência a ela na semana passada, quando nos encontramos para a gravação do DVD Casa Grande. Aqui vai a letra.
A canção é de amor pelo outro, pelo próximo, pelo diferente, por aquilo que está marcado pelo riscado da alteridade. Pelo desenho daquilo que está além de mim.
Quero [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a title="india" rel="lightbox[pics204]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/08/india-09.jpg"><img class="attachment wp-att-205 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/08/india-09.jpg" alt="india" /></a></p></blockquote>
<p>Segue uma velha canção. O Jorge Camargo fez referência a ela na semana passada, quando nos encontramos para a gravação do DVD Casa Grande. Aqui vai a letra.</p>
<p>A canção é de amor pelo outro, pelo próximo, pelo diferente, por aquilo que está marcado pelo riscado da alteridade. Pelo desenho daquilo que está além de mim.</p>
<blockquote><p>Quero tua música estridente, quero tua gente</p>
<p>Quero estar aqui pra te ajudar.</p>
<p>Quero tuas vozes de criança, quero tua dança,</p>
<p>Cheiros e temperos pelo ar.</p>
<p>Vou sair da minha segurança,</p>
<p>Começar a minha andança pelas ruas do país.</p>
<p>Quero tua lágrima salgada</p>
<p>Transformada num sorriso de quem sabe ser feliz.</p>
<p>O teu nome é Índia, berço do meu Oriente.</p>
<p>Tua terra é muito linda, tuas vilas, tua gente.</p>
<p>O teu nome é Índia, viva como o sol nascente.</p>
<p>No teu mundo tudo rima, mas é tudo diferente.</p>
<p>Quero tuas avenidas vivas</p>
<p>De animais e bicicletas, teus poetas a cantar.</p>
<p>Belos muros e jardins floridos,</p>
<p>Nos quintais adormecidos as crianças a brincar.</p>
<p>Quero repartir o meu bocado amanhecido</p>
<p>De esperança em cada mesa, em cada lar.</p>
<p>Quero ver a tua claridade, não apenas caridade,</p>
<p>Mas vontade de sonhar [dignidade vindo como chuva].</p>
<p>Eu habito a periferia numa estrebaria,</p>
<p>À beira mais sombria do teu rio,</p>
<p>Para alimentar tua alegria,</p>
<p>Confortar teus longos dias e aquecer-te nesse frio.</p></blockquote>
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<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?a=TmyhPV"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?i=TmyhPV" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/gladircabral/~4/361496822" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<itunes:summary>Segue uma velha canccedil;atilde;o. O Jorge Camargo fez referecirc;ncia a ela na semana passada, quando nos encontramos para a gravaccedil;atilde;o do DVD Casa Grande. Aqui vai a letra.

A canccedil;atilde;o eacute; de amor pelo outro, pelo proacute;ximo, pelo diferente, por aquilo que estaacute; marcado pelo riscado da alteridade. Pelo desenho daquilo que estaacute; aleacute;m de mim.
Quero tua muacute;sica estridente, quero tua gente

Quero estar aqui pra te ajudar.

Quero tuas vozes de crianccedil;a, quero tua danccedil;a,

Cheiros e temperos pelo ar.

Vou sair da minha seguranccedil;a,

Comeccedil;ar a minha andanccedil;a pelas ruas do paiacute;s.

Quero tua laacute;grima salgada

Transformada num sorriso de quem sabe ser feliz.

O teu nome eacute; Iacute;ndia, berccedil;o do meu Oriente.

Tua terra eacute; muito linda, tuas vilas, tua gente.

O teu nome eacute; Iacute;ndia, viva como o sol nascente.

No teu mundo tudo rima, mas eacute; tudo diferente.

Quero tuas avenidas vivas

De animais e bicicletas, teus poetas a cantar.

Belos muros e jardins floridos,

Nos quintais adormecidos as crianccedil;as a brincar.

Quero repartir o meu bocado amanhecido

De esperanccedil;a em cada mesa, em cada lar.

Quero ver a tua claridade, natilde;o apenas caridade,

Mas vontade de sonhar [dignidade vindo como chuva].

Eu habito a periferia numa estrebaria,

Agrave; beira mais sombria do teu rio,

Para alimentar tua alegria,

Confortar teus longos dias e aquecer-te nesse frio.
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		<title>aguardando o plataforma</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 21:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Plataforma]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou na fila, no aguardo do lançamento do Programa Patlaforma, que vai ao ar em setembro deste ano. Produção de primeira, participação de músicos que tanto admiro. Como é que eu fui parar lá entre eles, mesmo? Nem sei. &#8220;Só sei que foi assim&#8221;, como diria Chicó.
O site já está no ar: www.plataforma.art.br
Algumas fotos tiradas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou na fila, no aguardo do lançamento do Programa Patlaforma, que vai ao ar em setembro deste ano. Produção de primeira, participação de músicos que tanto admiro. Como é que eu fui parar lá entre eles, mesmo? Nem sei. &#8220;Só sei que foi assim&#8221;, como diria Chicó.</p>
<p>O site já está no ar: www.plataforma.art.br</p>
<p>Algumas fotos tiradas pelo Flávio confirmam que eu estava lá.</p>
<p><a title="gladir-cabral-01-web2" rel="lightbox[pics200]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/08/gladir-cabral-01-web2.jpg"><img class="attachment wp-att-201 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/08/gladir-cabral-01-web2.jpg" alt="gladir-cabral-01-web2" /></a></p>
<p><a title="gladir-cabral-02-web" rel="lightbox[pics200]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/08/gladir-cabral-02-web.jpg"><img class="attachment wp-att-202 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/08/gladir-cabral-02-web.jpg" alt="gladir-cabral-02-web" /></a></p>
<p><a title="gladir-cabral-04-web" rel="lightbox[pics200]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/08/gladir-cabral-04-web.jpg"><img class="attachment wp-att-203 alignleft" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/08/gladir-cabral-04-web.jpg" alt="gladir-cabral-04-web" /></a></p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?a=4sC9Es"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?i=4sC9Es" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/gladircabral/~4/360582647" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>o tempo, a nuvem e o sol</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 16:18:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Frederick Buechner]]></category>

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		<description><![CDATA[Segue um breve diálogo entre Ailred e Godric:
&#8220;Você fala de tempo, Godric&#8221;, disse Ailred. A sua tosse havia cessado por um instante. &#8220;O tempo é uma tempestade. Os tempos passam e os tempos voltam, eles giram e fluem e saltam seus limites como o rio Wear. As horas são nuvens que mudam sua forma diante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segue um breve diálogo entre Ailred e Godric:</p>
<blockquote><p>&#8220;Você fala de tempo, Godric&#8221;, disse Ailred. A sua tosse havia cessado por um instante. &#8220;O tempo é uma tempestade. Os tempos passam e os tempos voltam, eles giram e fluem e saltam seus limites como o rio Wear. As horas são nuvens que mudam sua forma diante de nossos olhos. Um dragão vira a manta de uma dama. O riso de um macaco transformam-se num punho cerrado de ira. Mas além das tempestades e das nuvens do tempo há a atemporalidade. Godric, o Senhor do Céu não muda, e mesmo quando nossa visão é mais escura, Ele está acima de nós, belo e dourado como o sol&#8221;. E é assim mesmo (Buechner, <em>Godric</em>, 60-1).</p></blockquote>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?a=v3GwNj"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?i=v3GwNj" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/gladircabral/~4/337208597" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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		<title>Godric</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 01:45:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contato@gladircabral.com.br (Gladir Cabral)</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Frederick Buechner]]></category>

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		<description><![CDATA[Li recentemente o livro Godric, do escritor americano Frederick Buechner. O livro me veio como um belo presente do amigo Glauber. No começo, senti certa dificuldade de entender o gênero e a linguagem do livro. Depois, fui me envolvendo e acompanhando a trajetória insólita de Godric, um santo cristão que viveu em Finchale (Inglaterra) entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="file:///E:/Documents%20and%20Settings/Administrador/Meus%20documentos/Minhas%20imagens/godric.jpg" alt="" />Li recentemente o livro <em>Godric</em>, do escritor americano Frederick Buechner. O livro me veio como um belo presente do amigo Glauber. No começo, senti c<a title="godric" rel="lightbox[pics197]" href="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/07/godric.jpg"><img class="attachment wp-att-198 alignright" src="http://www.gladircabral.com.br/wp-content/uploads/2008/07/godric.jpg" alt="godric" /></a>erta dificuldade de entender o gênero e a linguagem do livro. Depois, fui me envolvendo e acompanhando a trajetória insólita de Godric, um santo cristão que viveu em Finchale (Inglaterra) entre os anos 1065 e 1170, na verdade um santo que não queria nada ser santo e que se considerava o ser humano mais vil que havia na face da Terra. Godric de fato existiu, e seu primeiro biógrafo foi um monge discípulo seu, Reginald. Frederick Buechner retoma a biografia desse santo relutante e a conta com grande habilidade, humor e originalidade.</p>
<p>Eu já ouvira falar do livro por meio do site do músico cristão Michael Card. O livro está na lista de suas leituras prediletas e mais importantes. Agora recentemente fui ao Canadá e adquiri uma outra obra prima de Buechner: <em>Beyond Words</em>, um livro que reúne sua trilogia clássica (<em>Wishful Thinking</em>, <em>Peculiar Treasures</em> e <em>Whistling in the Dark</em>). De repente, Frederick Buechner, que além de escritor renomado é também pastor presbiteriano, virou minha leitura de cabeceira. Quando será que esse autor vai ser traduzido para o português? Alguém se habilita?</p>
<p>Obrigado, Glauber!</p>

<p><a href="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?a=1QjJ5i"><img src="http://feeds.feedburner.com/~a/gladircabral?i=1QjJ5i" border="0"></img></a></p><img src="http://feeds.feedburner.com/~r/gladircabral/~4/334675458" height="1" width="1"/>]]></content:encoded>
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